A movimentação portuária na região Norte alcançou 11,8 milhões de toneladas em novembro de 2025, crescimento de 45,16% na comparação com o mesmo mês de 2024. O resultado ficou muito acima da média nacional, que avançou 14,45% no período, reforçando o papel estratégico dos portos da região na logística de escoamento da produção e na integração do sistema aquaviário brasileiro.
O desempenho foi puxado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 8,9 milhões de toneladas e registraram alta de 61,32% em base anual, consolidando-se como o principal tipo de carga movimentado no mês. O granel líquido atingiu 1,4 milhão de toneladas, com crescimento de 32,34%, enquanto a carga conteinerizada totalizou 954 mil toneladas, avanço de 23,9%.
“Os números da região Norte mostram a força do transporte aquaviário como instrumento de integração nacional e desenvolvimento regional. Estamos ampliando a eficiência dos portos, valorizando a navegação interior e garantindo melhores condições para o escoamento da produção, especialmente em regiões estratégicas como o Norte do país”, afirmou Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.
Portos estratégicos sustentam o escoamento da produção
Entre os principais complexos portuários da região, o Porto de Vila do Conde, no Pará, liderou a movimentação em novembro, com 1,8 milhão de toneladas. Na sequência aparecem o Porto de Santarém, também no Pará, com 1,3 milhão de toneladas, e o Terminal de Trombetas, que movimentou 1,2 milhão de toneladas no período. Esses terminais exercem papel central no escoamento da produção mineral e agrícola e na consolidação das rotas de navegação interior.
No recorte por mercadorias, o milho foi o principal destaque regional, com 4 milhões de toneladas movimentadas. A bauxita somou 2,3 milhões de toneladas, enquanto o petróleo alcançou 1 milhão de toneladas. O perfil das cargas confirma a vocação da região Norte para o transporte de commodities agrícolas e minerais, apoiado pela extensa malha hidroviária.
Navegação interior e cabotagem ganham protagonismo
A navegação por vias interiores foi o principal modal da região Norte em novembro, com 8 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 56,1% em relação ao mesmo mês de 2024, evidenciando a relevância dos rios como corredores logísticos. O longo curso respondeu por 4,5 milhões de toneladas, alta de 42,07%, enquanto a cabotagem movimentou 1,2 milhão de toneladas e apresentou crescimento de 68,36%, percentual muito superior ao observado no desempenho nacional.
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Comparação evidencia desempenho diferenciado
No cenário nacional, os portos brasileiros movimentaram 118,2 milhões de toneladas em novembro de 2025, crescimento de 14,45% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os granéis sólidos somaram 70,7 milhões de toneladas, com alta de 16,80%, seguidos pelos granéis líquidos, com 28,7 milhões de toneladas e avanço de 20,61%. A carga conteinerizada atingiu 13,9 milhões de toneladas, crescimento de 7,18%.
Entre as principais mercadorias movimentadas no país destacaram-se o minério de ferro, com 37,7 milhões de toneladas, o petróleo, com 19,4 milhões, os contêineres, com 13,9 milhões, e o milho, que alcançou 8,3 milhões de toneladas.
A comparação entre os dados regionais e nacionais mostra que a região Norte cresceu mais de três vezes acima da média do país em novembro. O avanço expressivo da cabotagem e da navegação interior reforça a importância do transporte aquaviário para a integração territorial, o desenvolvimento econômico e a competitividade logística do Brasil.
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