A Motiva está investindo cerca de R$ 50 milhões para substituir parte dos veículos utilizados na operação de rodovias e sistemas sobre trilhos por modelos elétricos e híbridos. A companhia pretende encerrar 2026 com 125 unidades eletrificadas em circulação, ante apenas cinco no final de 2024.
Atualmente, são 85 veículos elétricos e híbridos distribuídos entre diferentes operações do grupo. O programa prevê a compra de 126 unidades, sendo 59 elétricas e 67 híbridas, incluindo automóveis de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate.
Nas rodovias, onde está concentrada a maior parte da frota, são 78 veículos eletrificados. A expansão alcança concessões antigas e ativos incorporados recentemente ao portfólio da companhia.
No Paraná, por exemplo, são 19 veículos. Na concessão Sorocabana, em São Paulo, são sete. Já na Fernão Dias (BR-381), assumida pela Motiva Minas-SP em abril, a previsão é colocar 16 unidades eletrificadas em circulação até setembro.
No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a companhia implantou no km 118 da Anhanguera, em Nova Odessa (SP), uma base equipada com guincho leve, viatura de resgate e automóvel de inspeção elétricos, além de pontos de recarga.
Eletrificação avança sobre trilhos
A estratégia começou a alcançar também os sistemas metroferroviários. A Linha 4-Amarela, em São Paulo, recebeu três veículos leves elétricos destinados às atividades operacionais.
No Metrô Bahia, três ônibus elétricos fazem o traslado entre a estação Aeroporto e o terminal de Salvador desde o início de 2025. De acordo com cálculos da Motiva, a substituição dos ônibus convencionais a diesel evitou 140 toneladas de CO₂ equivalente no período.
A eletrificação chegou ainda aos aeroportos administrados pelo grupo. Em Confins (MG), o BH Airport investiu cerca de R$ 5 milhões em dois ônibus elétricos para transporte de passageiros. O Aeroporto de Goiânia também utiliza um veículo elétrico nesse tipo de operação.
Frota é uma das frentes para reduzir emissões
A Science Based Targets initiative (SBTi) estabeleceu metas validadas pela de redução de 59% das emissões dos escopos 1 e 2 e de 27% das emissões de escopo 3 até 2033. Em relação à base de 2019, a empresa informa ter reduzido em 61% as emissões dos escopos 1 e 2 até o final de 2025.
O desafio está principalmente nas emissões diretas. Segundo a companhia, a combustão móvel responde por aproximadamente 69% de suas emissões de escopo 1, enquanto as emissões fugitivas representam outros 22%.
É nesse ponto que a eletrificação da frota ganha relevância. Para os veículos que não puderem ser substituídos por modelos elétricos, o plano prevê ampliar o uso de combustíveis de menor intensidade de carbono. Nos sistemas metroferroviários, outra frente será aumentar a eficiência dos equipamentos de refrigeração.
A Motiva afirma que as emissões de sua plataforma de rodovias recuaram 8% em 2025 na comparação com 2024. A companhia relaciona o resultado a um conjunto de medidas de descarbonização, entre elas a expansão da frota eletrificada.
O movimento ocorre simultaneamente à ampliação do portfólio da empresa, que incorporou recentemente concessões rodoviárias no Paraná, na região de Sorocaba e na Fernão Dias. O desafio será manter a trajetória de redução das emissões enquanto aumenta a extensão da infraestrutura sob sua operação.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno


