Logística paga por empilhadeiras que não usa

Ociosidade pode chegar a 30% em frotas sem monitoramento, segundo estimativa da Softrack

Redação

A ociosidade de empilhadeiras pode chegar a 30% em operações industriais e logísticas que não monitoram de forma sistemática a utilização dos equipamentos, segundo estimativa da Softrack, empresa especializada em tecnologia para gestão intralogística. O problema pode resultar em gastos desnecessários com locação, manutenção e mão de obra, além de manter capital imobilizado em máquinas próprias pouco utilizadas.

De acordo com a empresa, a taxa de inatividade nessas operações varia entre 20% e 30%. Parte do excedente decorre da prática de dimensionar a frota para atender aos picos de demanda, mantendo equipamentos disponíveis mesmo durante períodos de menor movimentação.

O impacto financeiro depende do tipo e do regime de contratação. Segundo valores de referência apresentados pela Softrack, a locação mensal pode variar de cerca de R$ 2,5 mil para uma paleteira a R$ 20 mil para equipamentos de maior porte. Uma empilhadeira elétrica de lítio de 2,5 toneladas teria custo mensal entre R$ 6 mil e R$ 8,5 mil.

Dados ajudam a redimensionar frota

“O verdadeiro gargalo não está na falta de capacidade física, mas na incapacidade de orquestrar a frota existente. Redimensionar ativos com base em dados de uso real é o caminho mais rápido para estancar perdas e recuperar a eficiência operacional”, afirma Mário Bavaresco Neto, diretor e fundador da Softrack.

A telemetria permite identificar quantas horas cada equipamento permanece efetivamente em operação, períodos de ociosidade, impactos e padrões de utilização. A análise desses indicadores pode mostrar, por exemplo, se uma operação consegue atender ao mesmo volume de movimentação com uma frota menor.

O monitoramento também pode antecipar falhas e reduzir a dependência de manutenção corretiva. No caso das empilhadeiras elétricas, dados sobre carga e ciclos das baterias ajudam a evitar descargas profundas e a planejar períodos de recarga.

Manutenção entra na conta

Segundo Bavaresco Neto, a análise dos dados também permite identificar desvios na condução e pontos da própria operação que aumentam o risco de impactos ou desgaste dos equipamentos.

“Ao analisar o uso real dos equipamentos, identificar desvios de comportamento dos operadores por sensores de impacto e mapear gargalos físicos que exigem remodelagem, conseguimos otimizar a planilha de custos de forma estratégica”, afirma.

Para operações com grande número de equipamentos, a combinação entre custo de locação, manutenção, disponibilidade e horas efetivamente trabalhadas vem transformando a taxa de utilização da frota em um indicador relevante para decisões sobre aquisição, locação ou redução de ativos.

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