El Niño eleva risco no transporte de medicamentos

Calor extremo, enchentes e interrupções de rotas aumentam pressão sobre a cadeia fria farmacêutica

Redação

A intensificação do El Niño no segundo semestre de 2026 coloca a logística de medicamentos termolábeis em alerta diante do risco de temperaturas mais elevadas, eventos extremos e interrupções no transporte. Vacinas, insulinas e parte dos medicamentos biológicos dependem de controle térmico durante armazenagem e distribuição para preservar suas características.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê um El Niño forte entre agosto e outubro, acompanhado de temperaturas acima da média em grande parte do planeta e mudanças importantes nos padrões de chuva. No Brasil, boletim divulgado no fim de julho por órgãos como Inmet, Inpe, Cemaden e ANA aponta elevada probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão.

Para a logística farmacêutica, o problema não está apenas na temperatura externa. Chuvas intensas, enchentes, deslizamentos ou bloqueios de rodovias podem prolongar o tempo de viagem e aumentar a exposição de cargas sensíveis a condições fora das especificações.

Cadeia fria sob pressão

“Quando há temperaturas externas mais elevadas, isso aumenta a carga sobre refrigeradores, câmaras frias e veículos refrigerados, exigindo maior capacidade dos equipamentos para manter a faixa recomendada de temperatura”, afirma Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, empresa especializada em soluções para cadeia fria.

Segundo a executiva, o funcionamento mais intenso dos sistemas de refrigeração também aumenta o consumo de energia e torna a disponibilidade de sistemas de contingência mais relevante em situações de queda ou interrupção do fornecimento elétrico.

O risco também muda conforme a região. O El Niño costuma favorecer volumes maiores de chuva no Sul do Brasil, enquanto partes das regiões Norte e Nordeste ficam mais sujeitas a condições secas, exigindo planejamento logístico adaptado aos diferentes corredores de transporte.

Rotas passam a exigir planos de contingência

O aumento da imprevisibilidade climática amplia a importância de monitoramento de temperatura em tempo real, embalagens térmicas qualificadas, rotas alternativas e redundância energética nas operações.

“Chuvas intensas, enchentes e congestionamentos prolongam o tempo de transporte e aumentam o risco de exposição dos medicamentos a condições inadequadas”, diz Montemor.

Segundo a especialista, sensores, alarmes e sistemas de rastreabilidade permitem identificar desvios de temperatura durante o trajeto e antecipar decisões antes que a integridade da carga seja comprometida.

Para operações farmacêuticas, a combinação entre temperaturas mais altas e maior risco de eventos extremos acrescenta uma nova variável ao planejamento de uma cadeia que já opera com exigências rígidas de tempo, temperatura e rastreabilidade.

Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno

Veja também

CEO
Marcelo Fontana
[email protected]
Editora
Aline Feltrin
[email protected]
/aline-feltrin
Repórter
Valéria Bursztein
[email protected]
/valeria-bursztein
Executivo de contas
Tânia Nascimento
[email protected]
Raul Urrutia
[email protected]
Financeiro
Vidal Rodrigues
[email protected]
Eventos corporativos / Marketing
Barbara Ghelen
[email protected]
Publicidade
Karoline Jones
[email protected]
Representante região Sul (PR/RS/SC)
Gilberto A. Paulin
+55 (41) 3029-0563
João Batista A. Silva
[email protected]

Aviso de reprodução Este conteúdo pode ser compartilhado com responsabilidade

Este conteúdo pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte com link: Agência Transporte Moderno. Respeitar a autoria e indicar a origem da informação contribui para fortalecer o bom jornalismo e a produção de conteúdo confiável.