A aviação comercial brasileira registrou o maior movimento de passageiros da história no primeiro quadrimestre de 2026, impulsionada pela expansão das viagens domésticas, recuperação do turismo e ampliação gradual da oferta de voos pelas companhias aéreas.
Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que 33,7 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos entre janeiro e abril deste ano, crescimento de 6,5% sobre o mesmo período de 2025. É a primeira vez, desde o início da série histórica da agência, em 2000, que o país supera a marca de 33 milhões de passageiros no primeiro quadrimestre.
Abril também registrou recorde: o mercado doméstico ultrapassou pela primeira vez a marca de 8 milhões de passageiros em um único mês. Foram 8 milhões de embarques, alta de 1,1% na comparação anual.
Somando operações domésticas e internacionais, a aviação brasileira movimentou 44,3 milhões de passageiros entre janeiro e abril de 2026, maior volume já registrado pela Anac para o período. No mercado internacional, o crescimento foi ainda mais forte: 10,5 milhões de passageiros viajaram para o exterior no quadrimestre, avanço de 11% sobre igual intervalo de 2025.
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Latam mantém liderança
Dados consolidados da Anac para o primeiro trimestre indicam que a Latam Airlines Brasil manteve a liderança do mercado doméstico brasileiro, seguida pela Gol Linhas Aéreas e pela Azul Linhas Aéreas.
O avanço da demanda desafia um ambiente ainda marcado por custos operacionais elevados, principalmente combustível de aviação, leasing de aeronaves e variação cambial. O setor também enfrenta limitações relacionadas à disponibilidade de aeronaves, atraso nas entregas de fabricantes e restrições operacionais em aeroportos estratégicos.
Ainda assim, as companhias seguem reforçando rotas de maior demanda e ampliando operações em hubs nacionais.
Crescimento do turismo doméstico
Destinos do Nordeste continuam entre os principais polos de movimentação turística e conexão aérea do país. Aeroportos como Recife, Salvador, Fortaleza, Maceió e Natal mantiveram crescimento relevante na demanda, especialmente em períodos de feriados prolongados e alta temporada.
Os principais hubs nacionais também concentraram forte movimentação no início do ano. Guarulhos, Congonhas, Viracopos, Confins, Brasília e Galeão seguem operando como os maiores centros de distribuição da malha aérea brasileira.
Na avaliação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o desempenho reforça o peso da atividade aérea para a economia e os serviços. “Não estamos falando apenas de estatística, mas de milhões de conexões que impulsionam o comércio, a hotelaria, o lazer e o desenvolvimento regional em todo o país”, afirmou.
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