A Mercedes-Benz do Brasil e a Bosch concluíram a consolidação do Centro de Testes Veiculares de Iracemápolis (CTVI), no interior de São Paulo, um complexo de engenharia que exigiu investimentos de R$ 130 milhões. A iniciativa nasce com a ambição de colocar o Brasil no mapa global do desenvolvimento de tecnologias automotivas avançadas.
Instalado em uma área de 400 mil metros quadrados em Iracemápolis, a cerca de 170 quilômetros da capital paulista e próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos, o centro foi concebido para reproduzir condições reais das ruas e estradas brasileiras. O objetivo é acelerar testes e homologações de tecnologias ligadas à segurança ativa, condução autônoma, eficiência energética e assistência avançada ao motorista.
A estrutura reúne cinco pistas especializadas e sete oficinas independentes, totalmente isoladas entre si para garantir sigilo absoluto aos projetos conduzidos por montadoras e fornecedores do setor automotivo. O modelo transforma o complexo em uma plataforma aberta para fabricantes de caminhões, ônibus, automóveis, veículos comerciais leves, máquinas agrícolas e sistemistas.
Segundo as empresas, o CTVI já fechou cerca de 20 contratos em seu primeiro ano de operação, indicando uma demanda crescente por infraestrutura local de validação tecnológica em um momento em que a indústria automotiva acelera investimentos em conectividade, automação e segurança veicular.

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Estrutura e transformação tecnológica
A estrutura inclui uma pista oval de alta velocidade com 2,6 quilômetros, uma ampla área de dinâmica veicular com 88 mil metros quadrados de asfalto plano, pistas de conforto com diferentes pavimentos e superfícies irregulares, além de áreas específicas para medição de frenagem em diferentes condições de aderência.
O centro também foi desenhado para acelerar o desenvolvimento de sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), incluindo tecnologias como frenagem automática de emergência, proteção de pedestres e ciclistas, radares, sensores ultrassônicos e recursos de condução semiautônoma.
Diferentemente de centros focados em performance esportiva, o CTVI foi planejado para reproduzir situações do cotidiano brasileiro. A lógica é simples: quanto mais realistas forem os cenários de testes, mais eficiente será o desenvolvimento de tecnologias de segurança e assistência para o uso diário nas cidades e rodovias do país.
As empresas também apostam na flexibilidade comercial do empreendimento. Tanto os boxes quanto as pistas podem ser alugados por períodos fixos ou sob demanda, permitindo que montadoras e fornecedores utilizem a infraestrutura para testes, simulações, homologações e validações de componentes e sistemas.
O avanço ocorre em um momento decisivo para a indústria automotiva global. A transformação tecnológica do setor, impulsionada por eletrificação, inteligência artificial, conectividade e automação, vem pressionando montadoras e fornecedores a reduzirem ciclos de desenvolvimento e aumentarem a capacidade de validação local.
Na avaliação das empresas, a consolidação do CTVI pode ajudar o Brasil a atrair novos projetos globais de engenharia e fortalecer a cadeia nacional de inovação automotiva, especialmente nos segmentos de veículos comerciais, mobilidade inteligente e tecnologias de segurança.
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