A Petrobras anunciou um aumento de 18% no preço médio do querosene de aviação (QAV) a partir de maio, o equivalente a cerca de R$ 1 a mais por litro em relação ao mês anterior. O reajuste ocorre logo após uma alta de 54% em abril, aprofundando a pressão sobre o setor aéreo e a logística.
A estatal informou que manterá a estratégia de permitir o parcelamento de parte do aumento em até seis vezes, com início em julho de 2026, como forma de reduzir impactos imediatos sobre a demanda.
Conforme já apurado pela Agência Transporte Moderno, com base em análises da Fundação Getulio Vargas (FGV), o aumento do QAV tende a elevar significativamente os custos das companhias aéreas, já que o combustível é um dos principais itens das despesas operacionais.
Nesse cenário, o efeito mais direto é a pressão sobre as tarifas aéreas, com possibilidade de repasse ao consumidor. Além disso, o encarecimento pode levar a ajustes na malha aérea, incluindo redução de frequências e revisão de rotas menos rentáveis.
Ainda segundo a apuração da Agência Transporte Moderno, o avanço do preço do querosene não afeta apenas o mercado doméstico, mas também a aviação global. O movimento pode restringir a oferta de voos e encarecer o transporte aéreo em diferentes regiões.
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Logística e e-commerce na linha de frente
A alta do combustível também impacta diretamente a logística aérea, especialmente em operações ligadas ao e-commerce, que dependem de rapidez e previsibilidade.
Segundo Patricia Bello, diretora-geral da GOLLOG, o aumento do QAV pressiona os custos da operação, mas a empresa não pretende reduzir, neste momento, os voos voltados ao comércio eletrônico. A executiva destaca que a estratégia é manter o nível de serviço, mesmo diante de margens mais apertadas e de um cenário mais desafiador.
A própria Petrobras admite que o cenário é desafiador. Ao flexibilizar o pagamento do reajuste, a companhia busca preservar a demanda por QAV e evitar impactos mais abruptos no setor.
Ainda assim, a sequência de aumentos em curto intervalo eleva o risco de um efeito cascata: passagens mais caras, possível redução de voos e maior pressão sobre cadeias logísticas que dependem da aviação.
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