A MRS Logística ampliou os investimentos em infraestrutura no primeiro trimestre de 2026 e registrou crescimento no volume transportado em sua malha ferroviária. Entre janeiro e março, a companhia movimentou 46,3 milhões de toneladas, resultado 2,5% superior ao do mesmo período de 2025.
No trimestre, os investimentos somaram R$ 753,6 milhões, alta de 19,6% na comparação anual. Os recursos foram destinados principalmente à manutenção da malha, modernização operacional e reforço da capacidade de transporte em corredores considerados estratégicos para a companhia.
A rede ferroviária operada pela MRS conecta áreas industriais de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro a polos portuários e de produção. A malha atende segmentos como mineração, siderurgia, cimento, contêineres e carga industrial.
O desempenho da empresa acompanha o crescimento recente da movimentação ferroviária no Brasil. Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que as ferrovias brasileiras transportaram 555,4 milhões de toneladas úteis em 2025, o maior volume já registrado no setor. Apesar disso, o transporte ferroviário ainda ocupa participação reduzida na matriz logística brasileira, concentrada majoritariamente no modal rodoviário.
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Corredores estratégicos
A MRS permanece entre as maiores operadoras ferroviárias do país, ao lado de grupos como Rumo, VLI e das ferrovias operadas pela Vale.
Em produção ferroviária medida por TKU (tonelada por quilômetro útil), a Rumo liderou o setor privado brasileiro em 2025, com 84,2 bilhões de TKU transportados. A VLI registrou 43,5 bilhões de TKU no período. Já a MRS divulgou movimentação de 46,3 milhões de toneladas apenas no primeiro trimestre de 2026, concentrando sua atuação principalmente nos corredores industriais e portuários do Sudeste.
As operações ferroviárias da Vale, especialmente a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), movimentam volumes ainda superiores aos das concessionárias independentes, puxados principalmente pelo transporte de minério de ferro.
Resultados financeiros
A receita líquida de serviços da MRS ficou em R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA alcançou R$ 858 milhões, com margem de 51,2%.
Segundo a companhia, a redução de despesas operacionais ajudou a sustentar os indicadores de rentabilidade, especialmente em itens ligados ao consumo de combustível.
A empresa também reforçou sua estrutura financeira no período. A posição de caixa encerrou março em R$ 4,9 bilhões, enquanto a dívida líquida ficou em R$ 6,2 bilhões. O índice de alavancagem permaneceu em 1,6 vez EBITDA.
No trimestre, a MRS concluiu ainda sua 14ª emissão de debêntures, em operação que levantou R$ 1,2 bilhão. Os recursos serão utilizados no financiamento de projetos de longo prazo e no alongamento do perfil da dívida.
Nos últimos anos, a companhia vem ampliando investimentos em tecnologia operacional, renovação de ativos, modernização da infraestrutura ferroviária e aumento da capacidade de circulação em trechos de maior demanda.
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