O Tecon Suape decidiu zerar a tarifa de armazenagem de contêineres refrigerados com frutas destinadas ao mercado internacional. A medida marca uma reação do terminal à concorrência de outros portos e busca recuperar as exportações do Vale do São Francisco, que há cerca de duas décadas deixaram de ser embarcadas por Pernambuco.
A insenção foi anunciada nesta quarta-feira (26) pelo CEO do Tecon Suape, Thomas Lima, e pelo diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto. A informação foi publicada originalmente pelo site Movimento Econômico. Segundo o terminal, a tarifa permanecerá zerada independentemente do período de permanência dos contêineres na instalação.
A iniciativa elimina um dos componentes do custo portuário, mas o retorno das cargas dependerá também da oferta de serviços marítimos, da frequência das escalas, dos destinos atendidos e do custo logístico total. Atualmente, parte relevante da produção do polo de fruticultura irrigada de Petrolina e Juazeiro é escoada por terminais do Ceará, da Bahia e do Rio Grande do Norte.
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“A isenção da armazenagem é uma medida concreta para reduzir custos, tornar a operação mais competitiva e criar condições para que a produção de frutas do nosso Estado volte a utilizar Suape como porta de saída para o mercado internacional”, afirmou Lima.
De acordo com o executivo, a intenção é converter a infraestrutura e a eficiência operacional do terminal em vantagem competitiva para os produtores. O compromisso foi formalizado durante uma reunião entre Lima e Monteiro Bisneto.
Decisão depende da logística completa
O presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto, avaliou positivamente a iniciativa, mas ponderou que a armazenagem representa apenas uma parte da decisão dos exportadores.
“Tudo está sendo avaliado. É necessário avaliar a logística como um todo, incluindo o custo global, para as empresas decidirem por onde a fruta será escoada”, afirmou. Segundo Gualberto, a frequência das linhas marítimas e os destinos oferecidos pelos navios também serão determinantes.
A tarifa zero será incorporada às ações do Pacto pelo Agro, iniciativa que reúne diferentes setores para reduzir gargalos logísticos e melhorar as condições de escoamento da produção pernambucana. O desafio do Tecon Suape será demonstrar que o ganho obtido com a armazenagem compensa as condições logísticas já oferecidas pelos portos concorrentes.
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