A Opla, joint venture entre a bp e a Ultracargo, concluiu a ampliação de seu terminal em Paulínia (SP), elevando a capacidade estática de armazenagem da unidade para cerca de 202 mil metros cúbicos. O investimento inclui um novo tanque com capacidade para 20 mil metros cúbicos, destinado inicialmente ao armazenamento de etanol anidro.
Com a mudança, a empresa libera outros tanques para a movimentação de gasolina, combustível que passa a integrar pela primeira vez a operação logística do terminal. A capacidade destinada ao novo produto será comercializada pela Ultracargo.
Segundo a empresa, a nova configuração permitirá maior flexibilidade operacional para adaptar a armazenagem de combustíveis de acordo com a sazonalidade da produção de etanol e as oscilações da demanda do mercado.
O novo tanque também incorpora uma tecnologia inédita na unidade. É o primeiro do terminal a utilizar um teto geodésico de alumínio, estrutura que amplia o volume útil de armazenamento e reduz as emissões de vapores durante a operação.
De acordo com Douglas Marques, diretor de Operações da Ultracargo, a estrutura conta ainda com sistema de sprinklers em toda a cobertura e foi projetada para aumentar a eficiência operacional e o controle dos estoques.
A expansão também fortalece o papel do terminal como ponto de integração entre diferentes modais de transporte. Ligado às malhas rodoviária, ferroviária e dutoviária, o complexo poderá movimentar até 160 vagões por dia por meio do desvio ferroviário inaugurado em junho de 2025.
A estrutura permite receber grandes volumes de etanol transportados por ferrovia, especialmente a partir de Rondonópolis (MT), e distribuir o combustível por rodovia aos mercados consumidores. No sentido contrário, os trens podem transportar derivados de petróleo para abastecer o agronegócio do Centro-Oeste, reduzindo viagens vazias e aumentando a eficiência logística.
Para Raphael Nascimento, diretor executivo comercial e de planejamento da Ultracargo, o investimento amplia a capacidade da empresa de oferecer soluções logísticas integradas para o mercado de combustíveis. Segundo ele, o terminal ainda possui espaço para futuras expansões de capacidade.
A bp afirma que a Opla é um ativo estratégico para suas operações no país. O terminal apoia a armazenagem e movimentação de produtos ligados às diferentes áreas de atuação da companhia, incluindo etanol produzido pela bp bioenergy, combustível de aviação da Air bp e diesel S-10 da bpCE.
Na avaliação das empresas, o fortalecimento da infraestrutura em Paulínia também pode contribuir para reduzir, no longo prazo, a pressão logística sobre o Porto de Santos, à medida que parte da movimentação de combustíveis seja transferida para corredores ferroviários de maior capacidade. A integração entre os terminais ferroviários de Paulínia e Rondonópolis forma um corredor multimodal voltado ao transporte de etanol e derivados de petróleo entre o Centro-Oeste e o Sudeste.
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