A Latam Airlines Group acelerou seu plano de renovação de frota e prevê incorporar mais de 40 aeronaves de última geração ao longo de 2026. Depois de receber 13 aviões no primeiro semestre, a companhia espera outras 28 entregas até dezembro, encerrando o ano com uma frota de 410 aeronaves — uma das maiores da aviação comercial mundial.
O movimento faz parte da estratégia de expansão do grupo na América do Sul e combina aumento de capacidade, modernização da operação e maior eficiência operacional. Das 13 aeronaves já incorporadas este ano, nove foram destinadas ao Brasil: cinco Airbus A320neo e quatro Airbus A321neo.
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A estratégia da companhia aérea busca visa a liderança no mercado brasileiro. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) citados pela empresa, a Latam mantém a liderança tanto no mercado doméstico quanto no internacional desde 2021. Ao mesmo tempo, o transporte aéreo segue em expansão no país, que continua sendo o maior mercado da América Latina em oferta de assentos.
“A renovação da frota é um dos investimentos mais importantes que estamos impulsionando como grupo, porque nos permite crescer de forma mais eficiente e responder melhor às necessidades de conectividade da região. A América do Sul tem mercados domésticos com enorme potencial de desenvolvimento, e contar com uma frota mais flexível e variada nos permite chegar a esses mercados com o alcance necessário”, afirma Sebastián Acuto, vice-presidente de Frota e Projetos do LATAM Airlines Group.

Embraer muda estratégia da companhia
O principal marco da renovação para o mercado brasileiro será a entrada em operação dos primeiros Embraer E195-E2, prevista para o segundo semestre. Mais do que ampliar a frota, a chegada do modelo representa uma mudança na estratégia operacional da LATAM.
Como mostrou a Agência Transporte Moderno em junho, os novos jatos deverão permitir a abertura de até 35 novos destinos no Brasil. Com capacidade inferior à dos Airbus A320, os E195-E2 poderão operar de forma mais eficiente em aeroportos regionais e em rotas de menor densidade, além de ampliar frequências em mercados já atendidos e fortalecer a alimentação dos principais hubs da companhia.
A encomenda reforça a aposta da empresa na aviação regional. A LATAM possui pedido firme de 24 aeronaves Embraer E195-E2, com opção para outras 50 unidades, em um contrato avaliado em aproximadamente US$ 2,1 bilhões a preços de catálogo. A companhia também já iniciou o treinamento de pilotos e tripulações para a entrada em operação do novo modelo.
Frota mais moderna reduz custos
Além da expansão da malha, a renovação busca aumentar a eficiência operacional. Segundo a fabricante, as aeronaves de nova geração proporcionam redução de até 20% a 25% nas emissões de CO₂ e menor consumo de combustível em comparação com modelos anteriores, além de menores custos de manutenção e maior disponibilidade operacional.
A estratégia acompanha uma tendência observada entre as principais companhias aéreas globais, que vêm acelerando a substituição de aeronaves mais antigas por equipamentos mais eficientes, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico.
No caso da Latam, a modernização também beneficia a operação logística. Aeronaves mais novas tendem a apresentar maior confiabilidade operacional, reduzindo atrasos e aumentando a regularidade da malha, fatores que impactam diretamente o transporte de cargas.
Recentemente, a Latam Cargo informou que passou a entregar 90% das cargas domésticas em até 48 horas, resultado atribuído à combinação de investimentos em digitalização, otimização da malha aérea e ganhos de eficiência operacional. Embora independentes, as iniciativas caminham na mesma direção: elevar a produtividade da operação e ampliar a competitividade do grupo.
Próxima etapa
A renovação continuará em 2027 com a chegada do primeiro Airbus A321XLR da companhia. O modelo, de maior alcance, permitirá operar rotas internacionais de média distância sem escalas e com custos inferiores aos de aeronaves de fuselagem larga, abrindo novas possibilidades de conexão entre cidades da América do Sul, América do Norte, Caribe e parte da Europa.
Até o fim da década, a Latam projeta incorporar até 130 novas aeronaves de diferentes fabricantes. A expectativa é que mais de 50% da frota seja composta por modelos de última geração até 2030, consolidando uma estratégia baseada na expansão da conectividade, na redução das emissões e no aumento da eficiência operacional tanto no transporte de passageiros quanto na operação de cargas.
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