No mês que vem, um novo centro de distribuição do operador logístico Tecadi será inaugurado, somando à empresa mais 60 mil metros quadrados de área de armazenagem. Na nova unidade localizada em Navegantes (SC), que tem projeto para expandir mais 140 mil metros quadrados até 2029, foram investidos R$ 30 milhões em infraestrutura de ativos, de acordo com o CCO Rafael Dagnoni. “A construção do CD é de terceiros e o Tecadi é responsável pela tecnologia, paletes, porta-paletes, coletores, empilhadeiras e outros equipamentos”, informa o executivo.
Ao final da ampliação em três anos, o Tecadi, que esteve na semana passada presente na Intermodal 2026 em São Paulo, passará a contar com 400 mil metros de área de centro de distribuição. Segundo o diretor, serão 240 mil metros quadrados de armazenagem e 160 mil metros quadrados de pátio distribuídos nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Em um total de 40 mil metros quadrados, três outros armazéns foram inaugurados em 2025, sendo dois em Fazenda Rio Grande (PR) e um em Garuva (SC).
Tecnologia na mira
Dos cerca de R$ 30 milhões de investimentos realizados em 2025 pelo Tecadi, R$ 20 milhões foram destinados para três novas unidades de armazenagem e para o desenvolvimento de projetos no segmento de tecnologia. A empresa possui o TECADI.Labs, um laboratório voltado para estudos e pesquisas em inovações tecnológicas para processos operacionais e logísticos.
A logtech do Tecadi já desenvolveu um sistema de gerenciamento de armazém (WMS) próprio e implementou o uso de drone em algumas atividades. Com o equipamento voador, que pode percorrer o armazém pelo ar e escanear códigos de barras em pacotes, foi possível realizar 70% do inventário, de acordo com o gerente executivo de TI, Luiz Poleza. “São inovações que podem ser fornecidas para o mercado”, informa Poleza, que está à frente do laboratório desde a implantação, em 2023.
Mais caminhões para a frota
Com os outros R$ 10 milhões dos investimentos utilizados em 2025, o Tecadi comprou 12 caminhões equipados com tecnologias embarcadas de última geração, voltadas à eficiência, segurança e controle operacional. “Temos como modelo de negócio trocar a frota com até cinco anos, ainda mais com a tecnologia em caminhões crescendo rápido”, diz Dagnoni.
Os veículos pesados adquiridos são bitrens e com sistema Euro 6, possibilitando otimização das cargas e redução na emissão de poluente. “Com apenas um cavalo são transportados dois contêineres”, informa o diretor. “Elétricos ainda não são uma opção para caminhões de carga pesada e de longo percurso, pois o país ainda não está preparado”, afirma o executivo, indicando que o mercado brasileiro não oferece infraestrutura para carregamento. “Além da questão da autonomia, o valor de compra chega a ser três vezes acima do caminhão comum”.
Para 2026, o operador logístico sediado em Itajaí (SC) programou 15% dos investimentos totais para renovação e manutenção dos ativos. A maior parcela (85%) terá como finalidade a expansão e o desenvolvimento de novas tecnologias. Por enquanto, a companhia mantém a previsão de atingir 30% de crescimento no faturamento. “Definimos nosso planejamento estratégico aconteça o que acontecer, haja guerra ou taxa de juros elevada”, diz Dagnoni.
Entretanto, segundo o diretor, o Tecadi está analisando para mitigar riscos às operações diante da alta do preço do petróleo. A companhia que, atualmente trabalha com carga lotação, também avalia entrar no transporte de volumes fracionados nos próximos anos.
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