Allog planeja comprar mais duas empresas no curto prazo

As aquisições fazem parte do ciclo de diversificação de negócios que se encerra em 2031, quando completará 30 anos de atividade

Colaborou, João Mathias

Ainda em 2026, pelo menos uma nova empresa está nos planos de aquisições do Grupo Allog, que deve incluir ainda outra compra na sequência. Detalhes, no entanto, não são por ora revelados pelo diretor comercial, Rodrigo Vitti. O executivo se limita a mencionar que o investimento faz parte do crescimento inorgânico e da diversificação de negócios da Allog, companhia que tem atividades de logística e transporte e está participando da Intermodal 2026 entre os dias 14 e 16 de abril na capital paulista.

A mais recente incorporação da Allog foi em 2023, quando adquiriu a FTrade, empresa de transporte especializada em perecíveis e exportadora de frutas. Desde 2022, Allog está em um ciclo que prioriza diversificar as atividades, além de expandir a internacionalização e a digitalização da companhia, segundo informa Vitti. “O primeiro ciclo, entre 2014 e 2021, foi de estruturação de crescimento e este segundo vai até 2031, quando a Allog completará 30 anos”, afirma o diretor, ressaltando que, desde 2014, o grupo registra crescimento exponencial sustentado devido a um planejamento estratégico de médio a longo prazo com apoio da Fundação Dom Cabral.

Especialização em cargas complexas

A Allog tem se especializado no segmento de transporte de cargas complexas. Como exemplo, Vitti cita a importação de carros da BYD em 2024. “Conseguimos virar a vela em um pico de demanda da empresa”, diz o executivo, que lembra que o acordo foi fechado a partir de uma solução inovadora proposta à montadora chinesa de veículos elétricos. Em cada contêiner da Allog, foram embarcados quatro automóveis acomodados com segurança para atravessar mares e oceanos para chegar ao Brasil.

Outro exemplo que Vitti destaca também foi realizado na rota marítima China-Brasil. A operação foi estruturada em quatro embarques marítimos, reunindo estruturas metálicas de grande porte, cabines de vidro e componentes eletrônicos de uma roda-gigante de 108 metros de altura, quando estiver montada em Cuiabá (MT). Só um eixo central pesa cerca de 70 toneladas. O diretor ainda ressalta a liderança que a Allog tem no transporte de importação de painéis solares do país asiático.

No primeiro bimestre deste ano, a Allog e a FTrade juntas registraram mais de 10, 1 mil contêineres, 40,1% superior em comparação ao total contabilizado em iguais meses do ano passado. De janeiro a dezembro de 2025, a soma das exportações do grupo ultrapassou 51,7 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) embarcados, 15% superior ao volume atingido em 2024. Em igual período, o fluxo de importações realizado pelas companhias saltou de 49,54 mil TEUS para 57,38 TEUS. Vitti também não deixa de ressaltar que a Allog se tornou especialista na exportação de glicerina, produto que tem a China como um dos principais destinos.

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