O preço médio do frete rodoviário no Brasil caiu 2,7% em julho na comparação com junho e encerrou o mês em R$ 0,403 por tonelada-quilômetro. Apesar do recuo mensal, o valor ficou 17,2% acima dos R$ 0,344 registrados em julho de 2025.
Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP). Segundo a plataforma, a redução acompanhou o comportamento do diesel, que diminuiu os custos variáveis do transporte, principalmente nas viagens de longa distância. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também reduziu de R$ 7,35 para R$ 6,97 o preço de referência do diesel S-10 utilizado no cálculo dos pisos mínimos de frete.
O preço caiu em quatro das cinco regiões brasileiras. O Sudeste registrou a maior retração, de 2,9%, mas continuou com o frete mais caro do país, a R$ 0,430 por tonelada-quilômetro. No Nordeste, houve queda de 2,7%, para R$ 0,363, enquanto o Sul apresentou redução de 2,6%, para R$ 0,381. O Centro-Oeste recuou 0,3%, para R$ 0,342.
O Norte foi a única região com alta mensal, de 0,9%. Mesmo assim, permaneceu com o menor preço médio, de R$ 0,321 por tonelada-quilômetro.
Entre as carrocerias analisadas, somente as caçambas registraram aumento no mês, de 3,1%. Na comparação acumulada de 2026 com igual período de 2025, o preço dessa categoria avançou 20,2%, seguido pelo dos graneleiros, com alta de 15,1%.
Leia mais
Mercado Livre reduz Correios a menos de 5% das entregas
Kia lança primeira picape no Brasil por R$ 249.990 e aposta no agronegócio
Por que a Addiante pediu a falência da Ambipar e o que pode acontecer agora?
Os caminhões-baú apresentaram o maior valor médio em julho, de R$ 0,655 por tonelada-quilômetro. Em seguida aparecem os sider, com R$ 0,540, e os graneleiros, com R$ 0,345.
O levantamento também mostra aumento da oferta de capacidade de transporte em relação ao volume de cargas. A média nacional passou de 3,71 motoristas disponíveis por carga em junho para 4,17 em julho. Pela metodologia do indicador, uma relação superior a dois profissionais por carga sinaliza excesso de oferta de caminhões.
O índice aumentou em todas as regiões. A maior variação ocorreu no Sul, de 20,9%, seguido por Nordeste, com 17,3%; Sudeste, com 11,4%; Centro-Oeste, com 5,6%; e Norte, com 0,6%.
Fique por dentro de todas as novidades do setor de transporte de carga e logística:
Siga o canal da Transporte Moderno no WhatsApp
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast Transporte Moderno



