A Kia prepara uma nova configuração do Bongo para atender empresas que precisam transportar mais volume de carga e aproveitar oportunidades criadas pelo avanço do comércio eletrônico no Brasil. O novo modelo terá o chassi 570 milímetros mais longo e ganhará 1.400 litros de capacidade no baú. A revelação foi feita pelo presidente da Kia, José Luiz Gandini, à Agência Transporte Moderno, durante o lançamento da picape Tasman, no interior de São Paulo.
Segundo o executivo, a versão está em processo de homologação e ainda não tem preço definido. A previsão é que o veículo seja apresentado aos potenciais clientes ainda neste ano, depois de concluída essa etapa.
A Kia não está desenvolvendo o Bongo especificamente para uma única companhia. Questionado sobre o Mercado Livre, o executivo afirmou que ainda não existe uma negociação com a empresa, mas disse que a marca pretende atingir esse mercado.
O chassi mais longo permitirá acomodar mais mercadorias sem necessariamente exigir que o operador migre para um caminhão de categoria superior. A mudança atende principalmente operações em que o espaço disponível para as encomendas é um fator tão importante quanto o peso transportado.
Quase duas décadas no Brasil
A expansão do Bongo ocorre às vésperas de o modelo completar 20 anos de comercialização no Brasil. Lançado no país em 2007, o caminhão se tornou um dos produtos mais tradicionais da Kia no mercado brasileiro.
Segundo Gandini, o Bongo já ultrapassou 50 mil unidades fabricadas no Uruguai, onde a Kia mantém a produção na fábrica da Nordex. O executivo também afirma que as vendas do modelo vêm crescendo ano a ano.
O modelo tem forte presença entre frotistas, segundo o presidente da Kia. Ele afirma que o Bongo é utilizado em diferentes aplicações, inclusive com carroceria aberta, e destaca a qualidade do veículo como um dos fatores que explicam sua aceitação.“Quem é frotista está usando muito”, disse.
Além do aumento da capacidade, o posicionamento de preço do Bongo pode ajudar a preservar sua competitividade em um segmento que começa a despertar maior interesse de fabricantes chineses. Segundo Gandini, o modelo está na faixa de R$ 190 mil e é atualmente o veículo de menor preço do segmento. O segundo colocado, de acordo com o executivo, já estaria na faixa de R$ 230 mil a R$ 240 mil. “É o que tem o preço mais competitivo”, afirmou.
Gandini disse que a Kia já acompanha a movimentação dos fabricantes chineses e que existem produtos dessas marcas em processo de homologação. O executivo, porém, ressalta que ainda não sabe por quanto esses veículos chegarão ao mercado brasileiro.
A chegada de novos concorrentes ocorre enquanto a Kia conta com quase duas décadas de presença do Bongo no país, uma base consolidada entre frotistas e um posicionamento de preço competitivo, segundo a empresa.
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