Os consumidores brasileiros estão entre os mais engajados do mundo no comércio eletrônico impulsionado por redes sociais e nas compras internacionais. É o que mostra o DHL E-Commerce Trends Report 2026, segundo o qual o Brasil já ocupa a quarta posição global em compras realizadas pelo TikTok, atrás apenas de Malásia, Arábia Saudita e Reino Unido.
O levantamento, realizado com mil consumidores brasileiros, mostra que 69% dos entrevistados já realizaram compras por meio do TikTok. O Instagram aparece na sequência, com 67%, seguido pelo Facebook, com 59%.
Segundo Pablo Ciano, CEO global da DHL eCommerce, o Brasil reúne características que o posicionam entre os mercados mais relevantes para o varejo digital.
“O Brasil se destaca pela poderosa combinação de comportamento orientado à conveniência e rápida adoção digital. Do crescimento do social commerce à demanda cross-border, os consumidores brasileiros estão moldando o futuro do varejo online em toda a América Latina”, afirma o executivo.
Compras internacionais seguem em alta
A pesquisa aponta ainda que as compras internacionais permanecem em forte expansão. A China lidera com ampla vantagem a origem das compras realizadas pelos brasileiros, mencionada por 82% dos entrevistados. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 56%, seguidos pela Argentina, com 11%.
O preço competitivo dos produtos é apontado por 62% dos consumidores como principal motivador das compras internacionais, enquanto 42% citam a baixa disponibilidade de determinados itens no mercado brasileiro.
Apesar do crescimento, o comércio transfronteiriço ainda enfrenta obstáculos. Taxas e impostos alfandegários foram mencionados por 58% dos consumidores como principal fator de atrito, enquanto 47% apontaram os custos de entrega e os longos prazos como barreiras relevantes.
Nos últimos três meses, 79% dos entrevistados afirmaram ter abandonado compras devido à cobrança inesperada de taxas, impostos ou custos adicionais. O frete grátis foi apontado por 47% dos consumidores como o principal incentivo para concluir a compra.
IA e segurança ganham relevância
O estudo também revela maior abertura dos consumidores brasileiros ao uso de inteligência artificial no comércio eletrônico, desde que a tecnologia esteja associada à segurança e à transparência.
A detecção de fraudes lidera a lista de funcionalidades mais desejadas, citada por 61% dos entrevistados. Em seguida aparecem informações sobre sustentabilidade dos produtos (59%) e sistemas automáticos de reposição de itens recorrentes (59%).
Por outro lado, questões relacionadas à privacidade continuam sendo um desafio para o setor: 65% dos consumidores demonstram preocupação com segurança, confiança e uso de dados pessoais. O levantamento ouviu 29 mil consumidores e 5,8 mil empresas em diferentes regiões do mundo, incluindo América Latina, Europa, América do Norte, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África.
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