Saturação da BR-101 pressiona corredor do petróleo no Rio

Obras de R$ 10 bilhões tentam aliviar gargalos logísticos em eixo estratégico para óleo, gás e portos fluminenses

Redação

O aumento da circulação de cargas ligadas ao setor de óleo e gás colocou pressão sobre a capacidade da BR-101 no Norte Fluminense e levou o governo federal a acelerar a modernização do trecho conhecido como Autopista Fluminense, corredor considerado estratégico para a logística do estado do Rio de Janeiro.

O projeto prevê investimentos de R$ 10,18 bilhões ao longo de 22 anos em 322 quilômetros da rodovia entre a divisa com o Espírito Santo e Niterói, trecho utilizado diariamente por operações ligadas à Bacia de Campos, ao Porto do Açu e à cadeia offshore fluminense.

A rodovia concentra intenso fluxo de caminhões, equipamentos industriais, combustíveis e trabalhadores ligados ao setor de petróleo, além de funcionar como principal ligação rodoviária entre o Norte Fluminense, a Região Metropolitana do Rio e áreas turísticas da Região dos Lagos.

Nos últimos anos, operadores logísticos e empresas do setor passaram a apontar aumento dos gargalos operacionais em trechos da BR-101, principalmente nas regiões de Macaé e Campos dos Goytacazes, onde o crescimento das operações offshore ampliou a pressão sobre a infraestrutura rodoviária.

As obras autorizadas agora incluem ampliação de capacidade, novas passarelas, pontos de ônibus e implantação de um Ponto de Parada e Descanso para caminhoneiros. “Estamos destravando um gargalo em uma região onde vivem 4,5 milhões de pessoas e por onde circulam diariamente trabalhadores e cargas que movimentam o principal hub logístico, de petróleo e de energia do país”, afirmou George Santoro, ministro dos Transportes.

O trecho seguirá sob concessão da Arteris Fluminense, dentro do modelo de otimização contratual criado pelo governo federal para renegociar concessões consideradas defasadas ou com baixo ritmo de investimentos.

A estratégia busca acelerar obras prioritárias sem necessidade de relicitação dos contratos, mecanismo que o governo vem utilizando em corredores considerados críticos para logística, exportação e energia.

Apesar do avanço das renegociações, o setor ainda acompanha com cautela a capacidade de execução dos investimentos diante do histórico de atrasos em obras rodoviárias, dificuldades de licenciamento e entraves urbanos em regiões densamente ocupadas do estado.

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