O avanço do e-commerce e a corrida por entregas mais rápidas estão acelerando a expansão de polos logísticos fora dos grandes centros urbanos e mudando a dinâmica do mercado de trabalho em cidades próximas aos principais corredores rodoviários do país.
Municípios como Extrema (MG) vêm concentrando novos centros de distribuição, operações de armazenagem e hubs regionais voltados ao abastecimento do Sudeste, movimento que ampliou a demanda por trabalhadores temporários e funções operacionais ligadas à logística.
Levantamento da Mendes Talent, empresa de recrutamento, seleção e terceirização de mão de obra, aponta que a região de Extrema abriu cerca de 6,5 mil vagas em 2025, principalmente para cargos como auxiliar logístico, conferente, operador de armazém e separador de pedidos.
No primeiro trimestre deste ano, foram registradas 3,8 mil vagas, alta em relação às 2,7 mil abertas no mesmo período de 2025. O crescimento acompanha a expansão dos centros de distribuição de empresas do varejo digital e operadores logísticos que passaram a descentralizar suas operações para reduzir tempo de entrega, aproximar estoques dos consumidores e aliviar custos operacionais em regiões metropolitanas.
Nos últimos anos, cidades localizadas às margens de rodovias estratégicas ganharam protagonismo na logística nacional por oferecer terrenos mais baratos, incentivos fiscais e acesso rápido aos principais mercados consumidores.
Segundo Renato Mendes, CEO da Mendes Talent, a logística passou a ocupar posição central na estratégia das empresas. “Não se trata apenas de armazenar produtos, mas de garantir fluxo contínuo, rapidez e previsibilidade na entrega”, afirmou.
Apesar do aumento das vagas, operadores do setor relatam dificuldades para manter estabilidade das equipes diante da alta rotatividade e da crescente concorrência por mão de obra entre centros logísticos instalados nas mesmas regiões.
Além disso, a expansão acelerada dos polos logísticos passou a pressionar infraestrutura urbana, transporte público e habitação em municípios que receberam grandes operações de distribuição nos últimos anos.
A sazonalidade do varejo também continua influenciando as contratações. Embora o fim de ano siga concentrando parte relevante da demanda, empresas vêm antecipando reforços operacionais para lidar com campanhas promocionais, eventos do comércio eletrônico e mudanças no calendário de consumo.
Para operadores do setor, o crescimento dos polos logísticos reforça uma transformação estrutural na cadeia de distribuição brasileira, que passou a depender cada vez mais de operações regionalizadas, flexíveis e capazes de atender prazos de entrega mais curtos impostos pelo comércio eletrônico.
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