Unicargo lança solução para reduzir perdas na cadeia do frio

UniBOX combina controle térmico e rastreabilidade para enfrentar custos e exigências regulatórias no transporte de medicamentos

Redação

A expansão do transporte de medicamentos, vacinas e insumos sensíveis tem pressionado a logística da cadeia do frio no Brasil, onde custos elevados, perdas operacionais e baixa previsibilidade ainda comprometem a eficiência. Para minimizar esse impacto, a Unicargo passa a oferecer a UniBOX, uma solução voltada ao controle térmico e à rastreabilidade de cargas sensíveis nos modais rodoviário e aéreo.

Dados do relatório The Brazil Cold Chain Logistics Market Report, da Mordor Intelligence, indicam que o mercado brasileiro deve crescer de US$ 5,42 bilhões em 2025 para US$ 5,64 bilhões em 2026, com projeção de alcançar US$ 6,92 bilhões até 2031. A demanda é puxada pela produção de vacinas, pelo agronegócio e pelo consumo urbano de alimentos e produtos perecíveis, ampliando a pressão por soluções mais eficientes.

Apesar dos avanços tecnológicos, a cadeia do frio ainda convive com perdas significativas. Estimativas apontam que a indústria arca com cerca de R$ 150,1 bilhões por ano em multas, retrabalho e perdas por não conformidade, sendo que os danos térmicos podem variar entre R$ 13,5 bilhões e R$ 67,5 bilhões anuais.

“A cadeia do frio ainda opera com muita ineficiência. Existe perda de material, retrabalho e um custo elevado que, muitas vezes, é absorvido sem questionamento. O que buscamos foi atacar essa dor de forma prática, trazendo mais controle e previsibilidade para a operação”, afirma Flávia Batalha, executiva de Marketing e Vendas da Unicargo.

Rastreabilidade e exigência regulatória

A UniBOX foi desenvolvida para atender principalmente o setor de saúde, no qual variações de temperatura comprometem a integridade de produtos como vacinas, medicamentos, sangue e reagentes. A solução incorpora isolamento a vácuo e materiais de mudança de fase, além de permitir o monitoramento em tempo real de temperatura e geolocalização.

O sistema também responde ao aumento das exigências regulatórias, com base em critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e padrões internacionais, que vêm ampliando a necessidade de controle sobre o transporte desses produtos.

Modelo reutilizável

Outro ponto de pressão está no uso intensivo de embalagens descartáveis, como isopor e gelo, que elevam custos e geram resíduos. A proposta da UniBOX é substituir esse modelo por caixas reutilizáveis, com vida útil de até cinco anos e até 10 mil ciclos de uso.

“A discussão não é só técnica, é econômica e ambiental. Hoje, as empresas precisam reduzir custo e, ao mesmo tempo, responder às metas de sustentabilidade. Não dá mais para tratar embalagem como item descartável dentro da logística”, diz Flávia.

Além da venda, a Unicargo oferece a solução em regime de locação, com serviços associados, como higienização e preparação das embalagens, em uma tentativa de reduzir a complexidade operacional para embarcadores e operadores logísticos.

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