O BNDES aprovou financiamento de R$ 53 milhões para a Cobli ampliar o uso de inteligência artificial, internet das coisas (IoT) e análise de dados na gestão de veículos comerciais. O investimento mira ganhos operacionais em um setor que responde por cerca de 16% do PIB brasileiro.
Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de plataformas que integram telemetria, câmeras embarcadas e modelos analíticos para monitoramento em tempo real. A proposta é reduzir custos, elevar a segurança de motoristas e diminuir o consumo de combustível, com impacto direto na eficiência logística.
Foco em análise preditiva
O plano da Cobli se apoia em três frentes: expansão de hardware embarcado, com mais câmeras e sensores; aumento da capacidade de processamento de dados; e desenvolvimento de modelos preditivos para antecipar falhas e reduzir sinistros.
Segundo Rodrigo Mourad, a aplicação de IA busca enfrentar ineficiências estruturais do setor. “O Brasil tem uma logística complexa e ainda opera com lacunas de dados e decisão. O investimento permite avançar com modelos mais robustos e ampliar a cobertura para regiões e operações que ainda carecem de tecnologia”, afirmou.
Expansão da equipe
O projeto também prevê reforço em pesquisa e desenvolvimento. Atualmente com cerca de 300 funcionários, a empresa estima contratar quase 100 novos profissionais ao longo de 24 meses, incluindo especialistas em dados, engenharia de software e arquitetura de sistemas.
Na prática, o movimento reforça uma tendência observada no setor: a migração de sistemas de gestão para plataformas integradas com inteligência embarcada, capazes de transformar dados operacionais em decisões em tempo real — um diferencial cada vez mais crítico em cadeias logísticas pressionadas por custos, segurança e previsibilidade.
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