Empilhadeira sem operador chega ao Brasil e promete operação 24h com mais produtividade

Com navegação inteligente e operação autônoma, equipamento da Heli promete reduzir custos, elevar a produtividade e acelerar a automação nos centros logísticos brasileiros

Colaborou, João Mathias

A importância que o setor de logística ganhou no país, nas últimas décadas, promoveu um processo de modernização em todos os elos da cadeia de suprimentos, o que também contou com o avanço da automatização no mercado nacional. Nas operações de intralogística, a movimentação de materiais em centros de distribuição, cada vez mais amplos, passou a contar com equipamentos mais eficientes na otimização dos serviços. Neste ano, a novidade está na linha autônoma de empilhadeiras que, sozinhas, dão conta de realizar com agilidade uma atividade que exige muita atenção.

As máquinas, que funcionam com rotas programadas, sensores de segurança, reconhecimento de posição, transferência de carga e navegação inteligente, executam as operações internas de centros logísticos, portos, armazéns e pátios de empresas de diferentes setores. As primeiras unidades a chegarem ao mercado brasileiro foram trazidas pelo Grupo KMR, por meio da Heli Brasil, empresa que apresentou a tecnologia na Intermodal 2026, feira encerrada na semana passada em São Paulo.

“A empilhadeira autônoma melhora a eficiência, a otimização do tempo e aumenta a produtividade, trabalhando full time”, diz a presidente do conselho do Grupo KMR e cofundadora da Heli, Kelly Rech. “É um equipamento que permite que a empresa cresça com rentabilidade para fazer outros investimentos”. De acordo com Kelly, que explica que mergulhou em pesquisa e estudo sobre a linha AGV, a empilhadeira autônoma não vai substituir os funcionários. “Vai gerar renda para a empresa investir em outras áreas internas e criar novos empregos”.

Veículos guiados automaticamente

A linha AGV (Automated Guided Vehicle, na sigla em inglês, ou veículos guiados automaticamente) possui modelos com diferentes configurações para movimentação interna, como pallet transporters, stackers, reach trucks, contrabalançadas, wide leg stackers, tuggers e underride AGVs, além de recursos como recarga lateral automática, troca entre modo manual e automático com um clique, tecnologia de reconhecimento de posição do pallet e navegação SLAM, sistema que permite localizar o equipamento e mapear o ambiente simultaneamente.

A Heli, que tem sede em Itajaí (SC), já vem fornecendo soluções sustentáveis há anos, segundo Kelly. “Não trabalhamos com nenhuma paleteira manual”, afirma a executiva, destacando também que 80% do portfólio de empilhadeiras são modelos elétricos ou dotados de alguma inovação para redução da emissão de gás carbônico, como hidrogênio e lítio. “Ainda tem cliente que prefere utilizar empilhadeira a combustão”, informa. Composta por uma rede de mais de 150 pontos de venda de máquinas, a empresa tem amplo alcance por todo o território nacional. A divisão de empilhadeiras da marca Heli, cuja fábrica Anhui Forklift Group se localiza na China, é aqui uma unidade de negócio do Grupo KMR.

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