Suape avança 29% com força da cabotagem

Modal já responde por 70% das operações e sustenta expansão do porto pernambucano

Redação

O Porto de Suape (PE) movimentou 6,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 29% na comparação com igual período do ano passado, quando o volume somou 5,04 milhões de toneladas.

O avanço foi puxado pelo segmento de granéis líquidos e gases, que atingiu 4,2 milhões de toneladas, alta de 43% sobre o primeiro trimestre de 2025. A operação é sustentada por derivados de petróleo, óleo bruto, gás liquefeito de petróleo (GLP), etanol e biodiesel, que juntos responderam por 65% da movimentação total do porto no período.

Cabotagem ganha peso

A cabotagem manteve ritmo de expansão e respondeu por 4,5 milhões de toneladas no trimestre, alta de 52% na comparação anual. Com isso, o modal passou a concentrar 70% da movimentação total do porto. Os desembarques seguem predominantes, com 69% do volume e crescimento de 27%, enquanto os embarques avançaram 34%, indicando maior dinamismo no escoamento regional.

Nos granéis sólidos, Suape movimentou 390,7 mil toneladas, aumento de 64,7%, com destaque para trigo e coque de petróleo. Já a carga conteinerizada somou 167,5 mil TEUs, crescimento mais moderado, de 3,4%.

Hub energético

O desempenho do porto ocorre em meio à elevada demanda por combustíveis e insumos energéticos, em um cenário internacional ainda pressionado por tensões no Golfo Pérsico, rota relevante para o comércio global de petróleo.

“Encerramos esse primeiro trimestre com a satisfação de ver o Porto de Suape em um ritmo de avanço consistente. O aumento de quase 30% na movimentação total é um reflexo direto da nossa eficiência operacional e reafirma nossa liderança como o principal hub logístico regional”, afirma Armando Monteiro Bisneto, diretor-presidente do Porto de Suape.

Sexto porto público mais movimentado do país, Suape encerrou 2025 com 24,25 milhões de toneladas movimentadas. O complexo reúne cerca de 90 empresas instaladas e acumula R$ 74,5 bilhões em investimentos privados desde sua inauguração, gerando mais de 30 mil empregos diretos e indiretos.

A combinação entre base industrial, localização estratégica e expansão da cabotagem tem ampliado a relevância do porto na matriz logística nacional, especialmente na redistribuição de combustíveis e cargas industriais no Nordeste.

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