A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) prepara uma nova regulamentação para operações com drones no Brasil, com potencial de ampliar o uso profissional da tecnologia e destravar investimentos em setores como logística, agronegócio e inspeções industriais. A proposta do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100 deve ser publicada ainda no primeiro semestre de 2026.
O principal avanço está na simplificação dos processos de autorização para operações mais complexas, como os voos BVLOS (beyond visual line of sight), nos quais o operador não mantém contato visual direto com o equipamento. Hoje, esse tipo de operação enfrenta barreiras regulatórias que limitam a escala de projetos, especialmente em áreas urbanas e de longa distância.
Impacto logístico
A flexibilização tende a abrir espaço para o uso mais intensivo de drones em atividades como entregas, monitoramento de infraestrutura, mapeamento e pulverização agrícola. No caso da logística, o avanço regulatório é visto como condição necessária para viabilizar operações comerciais em maior escala, sobretudo no delivery urbano e em regiões de difícil acesso.
Ambiente regulatório e investimentos
A proposta vem sendo discutida desde 2025 e a expectativa do setor é que regras mais claras e menos burocráticas aumentem a previsibilidade regulatória e incentivem aportes privados em soluções baseadas em drones.
O avanço ocorre em um momento de maior interesse por tecnologias autônomas no Brasil, impulsionado pela busca por eficiência operacional e redução de custos em cadeias logísticas e produtivas.
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