Nova moega integra ferrovia e porto e reforça exportação de ferro-gusa no ES

Parceria entre Vports, VLI e Multilift cria alternativa logística e amplia competitividade no escoamento da commodity

Redação

A integração entre ferrovia e porto no Espírito Santo deve ganhar eficiência com a entrada em operação de uma nova moega ferroviária, resultado de parceria entre Vports, VLI e Multilift. A estrutura, prevista para iniciar operações no segundo semestre, viabiliza uma alternativa logística para o transporte de ferro-gusa, com foco na exportação.

Instalada em área conectada à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a moega faz parte da ferrovia entregue pela Vports em 2024, que recebeu investimentos de R$ 16 milhões. A proposta é ampliar a eficiência operacional e reduzir custos ao permitir o fluxo direto entre modais.

Segundo Gustavo Serrão, a iniciativa reforça a estratégia de integração logística. “Permitir a integração entre modais é um passo fundamental para ampliar a eficiência e reduzir o custo logístico total, com ganhos para toda a cadeia. A distribuição de cargas, conforme as especificidades de cada porto, contribui para um sistema equilibrado e competitivo”, afirma.

Na avaliação da VLI, a operação deve modernizar o transporte de ferro-gusa, com ganhos de produtividade e sustentabilidade. “A exportação de ferro-gusa, por meio da parceria com a Vports, aumenta a competitividade dos clientes usuários da ferrovia, uma vez que possibilita o embarque de navios maiores, em virtude do calado do porto”, afirma Fábio Marchiori.

O ferro-gusa, insumo base para a produção de aço, tem demanda relevante no mercado externo. O Corredor Leste da VLI, por onde a carga será transportada, movimentou cerca de 16 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) no último ano, avanço de 10,5% na comparação anual.

Para Rafael Fattorelli Carneiro, o projeto também tende a impulsionar a economia local. “O aumento da competitividade logística fortalece o ambiente de negócios e amplia a capacidade do Espírito Santo de se posicionar como um corredor estratégico para exportação de commodities”, afirma.

A expectativa é que a nova estrutura amplie a atratividade do estado como hub logístico e reforce o uso combinado de infraestrutura ferroviária e portuária para o escoamento de cargas industriais.

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