Logística ultraexpressa avança para blindar produção industrial

Transporte inbound reduz paradas de produção e pode evitar perdas de até R$ 700 mil por hora

Redação

Logística aérea ultraexpressa ganha espaço na indústria como gestão de risco

Linha fina:

A Prestex tem ampliado a atuação da logística aérea ultraexpressa no Brasil ao reposicionar o serviço como ferramenta de gestão operacional na indústria, especialmente no abastecimento de insumos críticos.

A proposta é atuar no inbound — fluxo de entrada de peças e componentes — para evitar interrupções na produção, em um cenário de maior pressão sobre custos e instabilidade nas cadeias globais.

Segundo Marcelo Zeferino, CCO da Prestex, a mudança de abordagem está em curso. “A logística emergencial é reativa. Já a logística ultraexpressa é planejamento, permitindo reduzir estoques e manter a sincronização produtiva”, afirma.

Custo da interrupção

O custo de interrupções tem elevado o peso da logística no resultado industrial. Estimativas apontam que uma linha parada pode gerar perdas de até R$ 700 mil por hora, enquanto falhas na cadeia podem comprometer até 20% do custo das mercadorias, segundo estudos de mercado.

Nesse contexto, o transporte aéreo passa a ser utilizado não apenas para urgências, mas como instrumento para garantir continuidade operacional. A Prestex afirma operar com nível de serviço de 99,8%, com monitoramento em tempo real e uso de dados para antecipar demandas críticas.

A adoção da logística ultraexpressa está associada à revisão de estratégias industriais, com redução de estoques físicos e maior dependência de fluxos rápidos e previsíveis. A lógica substitui o modelo tradicional de armazenagem por maior agilidade no transporte, especialmente em setores com alta sensibilidade a paradas, como automotivo, químico e saúde.

“Não basta entregar rápido ao mercado; é preciso garantir que a produção não pare por falta de insumos”, afirma Zeferino.

O avanço ocorre em um ambiente desafiador para a indústria, com aumento do custo logístico e gargalos estruturais. Dados indicam impacto elevado do chamado “Custo Brasil”, além de retração recente na produção industrial.

A Prestex registrou crescimento de 37% na receita, impulsionado pela demanda por soluções que aumentem previsibilidade e reduzam riscos operacionais.

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