Diesel sobe 14,7% e diferença entre estados chega a R$ 1,11 por litro

Alta pressiona custo do transporte e amplia disparidade regional, com impacto direto nas operações de frotas

Redação

O preço do diesel registrou alta média de 14,7% no país em apenas um mês, após reajuste anunciado pela Petrobras, ampliando a pressão sobre o custo do transporte rodoviário e evidenciando a desigualdade regional no preço do combustível.

Levantamento da Gestran, com base em dados reais de abastecimento, mostra que o valor médio do litro passou de R$ 5,74 em fevereiro para R$ 6,59 em março — aumento de R$ 0,85. Em alguns estados, a diferença chega a R$ 1,11 por litro.

Custo logístico

O impacto é direto nas operações. Segundo Paulo Raymundi, CEO da Gestran, um caminhão com tanque de 300 litros passou a gastar cerca de R$ 254 a mais por abastecimento. “Em frotas maiores, esse aumento ganha escala rapidamente. Quem não tem controle estruturado está exposto ao choque de preço e à ineficiência”, afirma.

Em uma frota de 20 veículos, com dois abastecimentos semanais, o impacto pode ultrapassar R$ 198 mil ao ano apenas com o reajuste recente.

Disparidade regional

A alta foi generalizada, mas com variações relevantes entre regiões. O Nordeste registrou o maior avanço (+15,57%), enquanto o Norte teve a menor variação (+12,20%), ainda assim em patamar elevado.

Além do aumento, a dispersão de preços dentro das próprias regiões amplia a complexidade da gestão logística. Em estados vizinhos, diferenças superiores a R$ 0,30 por litro já geram impacto relevante no custo das operações.

Gestão de abastecimento

As empresas têm ajustado estratégias de abastecimento. Dados indicam antecipação de consumo antes do reajuste e mudanças na escolha de rotas e postos. “O reajuste deixou claro que quem tem dados, tem vantagem”, afirma Raymundi.

A utilização de informações em tempo real sobre preços por região e posto passa a ser um fator relevante para reduzir custos, especialmente em operações de grande escala.

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