Os novos fatores que impulsionaram a demanda abrangem desde a renovação de frota no segmento rodoviário, em antecipação ao início de vigência da obrigatoriedade do uso da plataforma elevatória em julho próximo até as taxas de juros de financiamento favoráveis, além da recuperação dos contratos de transporte de funcionários em decorrência da expansão da atividade industrial e comercial.
Outro componente que vai ampliar a demanda, no caso, de modelos urbanos, é o início do processo licitatório do sistema de transporte público de São Paulo, adiado há vários anos.
Em tempos passados, antes da crise, a renovação da frota atingia anualmente de 10% a 15% do total de veículos em operação, para que a idade média não fique muito acima dos cinco anos, como nas operações urbanas de muitas cidades e nas linhas rodoviárias. Essa média também se aplica às frotas das empresas de fretamento em tempos de cenário econômico favorável.
Considerando essa média de renovação e o desatar da demanda reprimida, calcula-se que o mercado de ônibus possa alcançar o nível de 18 mil a 22 mil veículos nos próximos anos, segundo os especialistas, ainda abaixo da média de 26 mil a 30 mil dos tempos áureos.
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