Alberto Mayer, presidente da Anip, comenta que o primeiro trimestre foi alarmante para a indústria de pneus, em especial no fornecimento para o setor de caminhões e ônibus, no qual a queda chegou a 41,8%. “Tivemos desde o final de 2014 uma série de fatores negativos para nosso mercado, que atingiu, no período de janeiro a março deste ano, todas as montadoras. Além do setor de carga, caíram as vendas para picapes em 21,1%, automóveis 17,2%, duas rodas 17,3%, agrícola 15,2%, OTR 45,9% e industrial 45,9%”, destaca Mayer.
No mesmo período as exportações tiveram retração de 15,6%, de 3,482 milhões para 2,937 milhões de unidades. Para o presidente da Anip, esses números comprovam a contínua perda da competitividade da indústria pneumática brasileira, mesmo com a alta do dólar. “Os países onde a vantagem logística poderia compensar, ao menos parcialmente, esta falta de competitividade do produto nacional frente aos de outras origens, como Argentina e Venezuela, enfrentam problemas econômicos e políticos, o que levou a uma drástica redução de suas importações. Com outros países da América Latina, potenciais compradores de pneus brasileiros, não há acordos comerciais facilitadores”, diz Mayer.
Já o mercado de reposição de pneus teve um crescimento de 10,1%. “A única queda registrada neste segmento ocorreu nas vendas de pneus de carga (-6,0%) e foi o reflexo do momento muito difícil pelo qual passa o setor de transporte rodoviário”, analisa Mayer.
Apesar do recuo nas vendas, a produção total de pneus no primeiro trimestre do ano teve um incremento de 2,6%, somando 18,53 milhões de unidades, ante 18,06 milhões de unidades em igual período de 2014.
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