Falhas na comunicação entre as equipes que contratam o transporte, organizam o embarque e monitoram a viagem podem comprometer a segurança das cargas. Segundo a corretora Solist, o rastreamento do caminhão precisa ser acompanhado de verificações anteriores à saída, envolvendo motorista, veículo, mercadoria, rota e exigências previstas no seguro.
“Nenhuma empresa consegue gerenciar o risco de forma isolada. A corretora conhece as condições da apólice, a transportadora conhece a operação, a gerenciadora acompanha a viagem e a seguradora avalia o risco. O resultado aparece quando essas informações deixam de ficar separadas”, afirma Vinicius M. Seraco, diretor de Gestão de Risco da Solist.
Os procedimentos variam conforme o valor e o tipo da carga, a região atendida e o histórico da operação. Além do rastreamento, podem envolver redundância de sinal, escolta e restrições a horários e pontos de parada.
A existência de um plano de gerenciamento de risco, porém, não assegura que suas regras sejam cumpridas. As orientações precisam chegar a quem programa o veículo, libera o embarque e realiza a viagem, com responsabilidades definidas para cada etapa.
“Nosso papel não é substituir a gerenciadora ou administrar a operação do cliente. É identificar exposições, traduzir as exigências do seguro e ajudar a transportadora a criar procedimentos que possam ser compreendidos e executados pelas equipes”, diz Segundo Cruz, CEO da Solist.
Para Seraco, os controles também devem considerar as características de cada operação. “A gestão de risco não pode paralisar o negócio. Os controles precisam ser proporcionais à exposição de cada viagem. O desafio é proteger a carga e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade operacional da empresa.”
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