O Porto de Santos movimentou 141,4 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e setembro de 2026, o maior volume já registrado para os nove primeiros meses de um ano. O resultado representa crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2025, quando passaram pelo complexo portuário 138,7 milhões de toneladas. O desempenho acumulado foi sustentado principalmente pelas operações com contêineres e pelo avanço das exportações do complexo soja.
Os embarques somaram 104,3 milhões de toneladas, alta de 1,6% na comparação anual, enquanto os desembarques alcançaram 37,1 milhões de toneladas, expansão de 2,9%. A carga conteinerizada movimentou 47 milhões de toneladas, crescimento de 3,2%. Em unidades de transporte, a operação atingiu 4,52 milhões de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), avanço de 3,5% e novo recorde para o período.
Entre as principais cargas, o complexo soja apresentou um dos resultados mais expressivos. Os embarques de grãos e farelo totalizaram 42,1 milhões de toneladas nos nove meses, aumento de 8,4% sobre 2025. O volume de soja em grãos a granel cresceu 7,4%, para 33,4 milhões de toneladas, enquanto os embarques de farelo avançaram 12,1%, para 8,5 milhões de toneladas.
O desempenho da soja compensou parcialmente a retração de outras commodities agrícolas. Os embarques de milho recuaram 32,4%, para 5,1 milhões de toneladas, enquanto os de açúcar caíram 2,1%, para 16,7 milhões de toneladas. A celulose também apresentou resultado negativo, com redução de 11%, para 6,5 milhões de toneladas.
Na movimentação por natureza de carga, os granéis sólidos somaram 71,2 milhões de toneladas, alta de 0,8% no acumulado até setembro. Já os granéis líquidos totalizaram 7,9 milhões de toneladas, queda de 5,6%.
Chuvas reduzem movimentação em setembro
O resultado acumulado contrasta com o desempenho de setembro. No mês, o porto movimentou 15,5 milhões de toneladas, retração de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os embarques recuaram 7,8%, para 11,2 milhões de toneladas, enquanto os desembarques diminuíram 2,1%, para 4,3 milhões de toneladas.
A queda foi influenciada pelas chuvas acima do padrão esperado para o mês, que prejudicaram principalmente as operações com granéis sólidos. A movimentação dessa categoria recuou 13,4%. Entre as cargas mais afetadas, os embarques de milho caíram 41,5%, para 1,5 milhão de toneladas, e os de açúcar diminuíram 22,3%, para 2,2 milhões de toneladas. As operações de embarque e desembarque dessas mercadorias precisam ser suspensas durante períodos de chuva.
Na contramão do desempenho geral, os granéis líquidos registraram em setembro o melhor resultado da série histórica para o mês, com 1,8 milhão de toneladas, crescimento de 0,8% sobre setembro de 2025. A movimentação de contêineres também alcançou recorde mensal, com 518,6 mil TEUs, alta de 0,6% na comparação anual. Em tonelagem, as operações conteinerizadas avançaram 1,7%, para 5,55 milhões de toneladas.
China concentra quase um terço do comércio
A relevância do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro também se reflete no valor das transações. Entre janeiro e setembro, a corrente comercial que passou pelo complexo alcançou US$ 140,8 bilhões, equivalente a 27,7% do total movimentado pelo Brasil no período.
A China permaneceu como principal parceiro comercial, respondendo por US$ 43,4 bilhões em transações, ou 30,8% do comércio exterior realizado por meio do porto. São Paulo foi o Estado com maior participação nas operações, concentrando 50,1% do total.
Vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, a Autoridade Portuária de Santos administra a infraestrutura do maior complexo portuário da América Latina. Localizado a cerca de 70 quilômetros da capital paulista, o porto reúne 53 terminais distribuídos entre as margens de Santos e Guarujá.
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