A ampliação de frotas elétricas exige que empresas de transporte, entregas, locação e serviços planejem a infraestrutura de recarga antes de receber os veículos. A capacidade elétrica da base, os horários de retorno e o tempo disponível entre os turnos precisam ser considerados para evitar indisponibilidade de veículos ou investimentos em equipamentos acima da necessidade operacional.
Segundo Paulo Sergio Fernandes Junior, CEO da Apollo Energy, empresa especializada em infraestrutura de recarga, o dimensionamento deve partir da rotina da frota. “É preciso saber quanto cada unidade roda, quanto tempo permanece parada, qual potência existe no imóvel e em quais horários a frota retorna”, afirma.
Frotas que permanecem oito ou dez horas estacionadas durante a noite podem dispensar carregadores de maior potência em todas as vagas. Já operações com intervalos curtos entre turnos podem exigir recargas mais rápidas. A conexão simultânea de vários veículos também precisa ser avaliada conforme a capacidade elétrica disponível.
Sistemas de gerenciamento permitem distribuir a potência entre os carregadores e priorizar os veículos que precisam retornar primeiro à operação. A estrutura deve considerar ainda a expansão prevista da frota, para permitir a instalação de novos equipamentos.
Outro ponto é a medição individualizada do consumo. O registro da energia utilizada por veículo ajuda a calcular o custo por quilômetro, comparar o desempenho com modelos a combustão e identificar desvios. O monitoramento também permite acompanhar a disponibilidade dos carregadores e ajustar os horários de abastecimento.
“A empresa não precisa instalar hoje tudo o que imagina utilizar daqui a cinco anos, mas precisa preparar a expansão”, diz Fernandes Junior. Segundo o executivo, o projeto elétrico e a distribuição de potência devem permitir que a infraestrutura acompanhe o crescimento da operação.
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