A utilização de internet via satélite em operações logísticas, de mineração e de energia localizadas em regiões remotas traz um novo desafio para as empresas: administrar simultaneamente dezenas de terminais de comunicação, muitas vezes distribuídos por diferentes localidades. A dificuldade não está apenas em garantir acesso à rede, mas em monitorar o desempenho dos equipamentos e reduzir o tempo de resposta a eventuais falhas.
Segundo Cláudio Calonge, CEO da Briskcom, empresa especializada em conectividade via satélite, a contratação de serviços como a Starlink não elimina a necessidade de uma estrutura de gestão, especialmente em operações que dependem de comunicação contínua.
“Quando uma empresa passa a ter vários terminais espalhados por localidades diferentes, o desafio deixa de ser apenas contratar conectividade. É preciso saber se os equipamentos estão funcionando, qual é o consumo de cada operação, onde existem problemas e quem vai atuar quando alguma unidade sair do ar”, afirma.
Em estruturas logísticas afastadas dos centros urbanos, a indisponibilidade de conexão pode comprometer a comunicação entre equipes e o funcionamento de sistemas que dependem de transmissão de dados. A administração de múltiplos terminais exige, portanto, acompanhamento do consumo de banda, identificação de falhas e suporte técnico.
Para Calonge, a avaliação dos custos de conectividade também precisa considerar os efeitos das interrupções sobre a operação, além do preço dos planos contratados. O executivo defende a centralização do monitoramento e a disponibilidade de atendimento técnico contínuo como formas de melhorar a gestão das redes corporativas.
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