A naPorta, startup especializada em entregas em comunidades urbanas, está usando uma rede de oito micro-hubs no Rio de Janeiro e em São Paulo para reduzir as distâncias percorridas na última milha e ampliar a capacidade de atendimento em áreas de maior complexidade operacional.
As unidades estão instaladas em regiões como Cidade de Deus, Gardênia, Rio das Pedras, Pavuna e Curicica, no Rio de Janeiro, e Casa Verde, em São Paulo. Cada estrutura atende um raio médio de 15 a 20 quilômetros e processa entre 1 mil e 2 mil pedidos, segundo a empresa. A população alcançada é de aproximadamente 46,2 mil habitantes por região.
O modelo transfere parte da operação para estruturas menores, localizadas mais próximas dos destinos das encomendas. Os grandes centros de distribuição permanecem responsáveis por atividades como armazenagem e fulfillment, enquanto as microbases funcionam como pontos avançados para a etapa final da entrega.
Segundo a naPorta, a operação dos micro-hubs registra SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço) de 98,5% e índice de perdas e extravios de 0,001%, além de permitir entregas no mesmo dia. Na logística, o SLA é usado para medir se uma operação cumpre o nível de serviço combinado — por exemplo, prazo de entrega, disponibilidade ou índice de sucesso das entregas.
A empresa utiliza profissionais das próprias regiões atendidas, estratégia que também busca aproveitar o conhecimento local para acessar áreas com maior dificuldade operacional.
“Quanto mais perto você está do consumidor, maior é a capacidade de entender as particularidades daquele território e organizar a operação de acordo com essa realidade”, afirma Leonardo Medeiros, CCO e cofundador da naPorta, responsável pela implementação das microbases.
A descentralização também procura reduzir quilômetros percorridos e a exposição das entregas a congestionamentos e tentativas malsucedidas, fatores que afetam o custo e a produtividade da última milha. O material divulgado pela empresa, porém, não informa a redução de custo ou de tempo obtida com os micro-hubs em comparação com uma operação convencional.
Além do Rio de Janeiro e de São Paulo, a naPorta mantém operações no Espírito Santo e em Minas Gerais. A empresa atua principalmente na conexão de operações de comércio eletrônico com comunidades e outras áreas urbanas de acesso mais complexo.
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