O E190F, versão cargueira do E190 desenvolvida pela Embraer, terá seu primeiro operador nas Américas. A BermudAir incorporará uma aeronave arrendada da Regional One e se tornará a segunda companhia aérea a operar o modelo no mundo.
A entrada do cargueiro também marca a estreia da BermudAir no transporte de cargas. Criada em 2023 e sediada nas Bermudas, a companhia opera atualmente voos de passageiros para dez destinos no Caribe, Estados Unidos e Canadá, com uma frota formada por dois E175 e dois E190.
A estratégia é aproveitar a malha já existente para transportar encomendas expressas, cargas urgentes e volumes ligados ao comércio eletrônico entre as ilhas atendidas pela companhia e a América do Norte.
“O transporte de cargas é um avanço natural para nós”, afirma Adam Scott, fundador e CEO da BermudAir. Segundo o executivo, o E190F permitirá utilizar a atual rede aérea para atender empresas locais e movimentar cargas expressas entre os mercados atendidos.
A aeronave será fornecida em leasing pela Regional One, empresa norte-americana especializada em compra, venda e arrendamento de aeronaves e componentes. A companhia já fez cinco pedidos firmes do E190F à Embraer. Duas unidades convertidas foram entregues até agora.
Conversão de passageiros para carga
O E190F integra o programa de conversão de aeronaves de passageiros em cargueiros — conhecido pela sigla P2F (Passenger to Freighter) — desenvolvido pela Embraer para os modelos E190 e E195. O E190F pode transportar até 13,5 toneladas e oferece mais de 100 metros cúbicos de volume de carga considerando os compartimentos principal e inferior.
A Embraer posiciona o modelo entre os grandes turboélices cargueiros e os jatos de corredor único de maior capacidade. Segundo a fabricante, o E-Freighter tem custo operacional até 30% inferior ao de cargueiros convencionais de corredor único com volume e alcance semelhantes. Na comparação com grandes turboélices cargueiros, a empresa informa capacidade volumétrica 35% maior e alcance superior a três vezes.
A chegada da BermudAir amplia a base de operadores do programa de conversão justamente em um mercado no qual aeronaves desse porte podem atender rotas de menor densidade e operações expressas sem a capacidade de um cargueiro de corredor único maior.
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