Leilão de rodovias gaúchas prevê R$ 6 bilhões

Rota Portuária Sul reúne 459,6 quilômetros das BRs 116 e 392, estratégicos para o acesso ao Porto de Rio Grande

Redação

O governo federal antecipou para dezembro de 2026 o leilão da Rota Portuária Sul, que compreende 459,6 quilômetros das BRs 116 e 392, no Rio Grande do Sul. A licitação estava inicialmente prevista para 2027.

O edital deve ser publicado em setembro pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A futura concessão terá duração de 30 anos e prevê aproximadamente R$ 6 bilhões em investimentos, além de R$ 5,7 bilhões em custos operacionais durante o contrato.

A Rota Portuária Sul abrange a BR-116 entre Camaquã e a fronteira com o Uruguai, em Jaguarão, e a BR-392 entre Santana da Boa Vista e Rio Grande. Os trechos formam um dos principais corredores de escoamento de cargas para o Porto do Rio Grande.

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Segundo os dados apresentados no projeto, cerca de 12 mil caminhões trafegam diariamente no sentido Pelotas–Rio Grande com destino ao complexo portuário.

O programa de obras contempla mais de 83 quilômetros de duplicações, 38,58 quilômetros de vias marginais, seis correções de traçado, 34 passarelas, 132 acessos, 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna.

Concessão terá 14 pórticos de pedágio

O vencedor do leilão será definido por uma combinação entre a menor tarifa de pedágio e uma curva de aporte financeiro. O sistema terá 14 pórticos de cobrança automática, no modelo free flow.

Oito pontos serão instalados na BR-116, distribuídos por Cristal, São Lourenço do Sul, Pelotas, Capão do Leão, Arroio Grande e Jaguarão. Outros seis ficarão na BR-392, nos municípios de Rio Grande, Pelotas, Canguçu e Piratini.

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Os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental foram elaborados pela Infra S.A., e as audiências públicas ocorreram em março.

Parte do sistema foi administrada pela Ecovias Sul até março de 2026. Com o encerramento do contrato, os trechos passaram à responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que permanecerá na gestão até a transferência para a futura concessionária.

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