A GWM realizou em São Paulo a primeira demonstração com carga de seu caminhão elétrico movido a célula a combustível de hidrogênio. O veículo tracionou uma carreta cegonheira carregada com modelos eletrificados da marca entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária da USP, e o Autódromo de Interlagos.
Segundo a fabricante, foi o primeiro transporte de carga realizado por um caminhão a hidrogênio na América Latina. A operação, de caráter demonstrativo, marcou o início da avaliação prática da tecnologia em condições brasileiras. A empresa não informou a distância percorrida, o peso da carga nem uma previsão para o lançamento comercial do modelo no país.
Desenvolvido pela GWM Hydrogen, o caminhão possui potência de 400 kW, equivalente a 544 cv, e torque de 2.700 Nm. O conjunto inclui bateria de 105 kWh e cilindros de fibra de carbono com capacidade para armazenar até 40 kg de hidrogênio a uma pressão de 350 bar.
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A autonomia declarada chega a 500 quilômetros, com reabastecimento realizado em poucos minutos, de acordo com a montadora. O veículo também possui sistema de recuperação de energia nas frenagens e desacelerações.
Na célula a combustível, o hidrogênio armazenado nos cilindros reage com o oxigênio captado do ar para gerar a eletricidade que alimenta o motor. O processo libera apenas vapor d’água pelo escapamento, o que elimina emissões locais de dióxido de carbono e poluentes como óxidos de nitrogênio e material particulado. O impacto ambiental total, porém, depende da fonte de energia utilizada na produção do hidrogênio.
A demonstração foi viabilizada por uma parceria entre a GWM e o IPT para a realização de estudos de segurança, desempenho e viabilidade do uso de hidrogênio no transporte pesado. O laboratório do instituto possui duas estações de abastecimento: uma de 700 bar, voltada a veículos leves, e outra de 350 bar, destinada aos pesados.
A tecnologia é desenvolvida pela FTXT, subsidiária da GWM na China especializada em células a combustível e componentes para veículos a hidrogênio. A fabricante afirma que mais de 30 mil veículos equipados com sistemas semelhantes já circulam no mercado chinês.
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