A Log-In Logística Integrada registrou no segundo trimestre de 2026 o melhor desempenho de sua operação de cabotagem para o período, em um mercado que vem ganhando competitividade diante do transporte rodoviário. A companhia movimentou o maior volume e obteve a maior receita já registrados para um segundo trimestre na navegação costeira, com crescimento acima da média do mercado.
O resultado contribuiu para que a Navegação Costeira encerrasse o trimestre com volume total de 193,4 mil TEUs, alta de 6,6% sobre um ano antes. A expansão foi puxada pela cabotagem e pelo Mercosul. A receita operacional líquida da divisão ficou em R$ 500,8 milhões, praticamente estável na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado alcançou R$ 86,4 milhões, com margem de 17,3%.
Segundo a Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), o mercado brasileiro de cabotagem cresceu 4,2% no segundo trimestre. A Log-In avançou acima desse ritmo, resultado que a empresa atribui principalmente ao esforço comercial para ampliar sua base de clientes.
A companhia também relaciona o desempenho do modal à fiscalização da tabela de frete mínimo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que, segundo a Log-In, aumentou a competitividade da cabotagem em relação ao transporte rodoviário.
Mais cargas deixam a estrada e vão para o mar
Além do crescimento dos volumes, a Log-In destaca uma mudança na percepção dos clientes sobre a qualidade do serviço. O NPS (Net Promoter Score), indicador utilizado para medir a satisfação e a disposição dos clientes em recomendar a empresa, atingiu a chamada Zona de Qualidade no trimestre.
Para a companhia, a combinação de crescimento acima do mercado com melhora do indicador mostra que a expansão não ocorreu apenas por preço ou disponibilidade de capacidade. A avaliação é que a maior previsibilidade da operação está ajudando a convencer empresas a transferir cargas do transporte rodoviário para a navegação costeira.
“Crescer acima do mercado e melhorar o NPS ao mesmo tempo mostra que o ganho de volume veio da qualidade da operação, o que é visto positivamente e valorizado pelos clientes. Migrar carga para a cabotagem é um processo que exige previsibilidade, e é isso que estamos entregando”, afirma Marcus Voloch, presidente da Log-In.
O movimento também aparece na operação de rodo-cabotagem. O volume de cargas fracionadas transportadas pela Tecmar, empresa rodoviária do grupo, em conexão com a malha marítima da Log-In, cresceu no trimestre. A estratégia permite utilizar o transporte rodoviário nos trechos de coleta e distribuição e transferir a carga para o navio nos percursos de maior distância.
A integração entre os dois modais é uma das apostas da companhia para ampliar a participação da cabotagem no transporte de cargas no país. No segundo trimestre, o crescimento da rodo-cabotagem ampliou a conexão entre a Tecmar e a Navegação Costeira, com mais cargas fracionadas utilizando o trecho marítimo em substituição à estrada.
Resultado consolidado
A expansão da cabotagem ocorreu em um trimestre de crescimento das operações da Log-In. A companhia registrou receita operacional líquida de R$ 777,1 milhões, alta de 5,1% sobre o segundo trimestre de 2025. O EBITDA ajustado foi de R$ 113,9 milhões, com margem de 14,7%.
O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no Espírito Santo, também apresentou desempenho recorde. A receita operacional líquida chegou a R$ 134,3 milhões, alta de 35,5%, enquanto o EBITDA atingiu R$ 70 milhões, crescimento de 70,5%. A movimentação alcançou 65,5 mil contêineres, aumento de 8,1% e maior marca da história do terminal.
Apesar do peso do terminal no resultado, a estratégia da companhia é aproximar cada vez mais as operações portuária, marítima e rodoviária. Em maio, o TVV iniciou as operações da Retroárea Penedo, que acrescentou 65.154 metros quadrados à estrutura, ampliando em 60% a área anterior do terminal.
Na operação rodoviária, a Tecmar registrou receita de R$ 142 milhões no trimestre, alta de 4,3%. O avanço veio principalmente do transporte de cargas fracionadas, enquanto a rodo-cabotagem ganhou escala nas operações que alimentam a navegação costeira.
Com nove navios porta-contêineres e capacidade total de 24.366 TEUs, a Log-In opera rotas regulares que conectam os principais portos brasileiros à Argentina, ao Paraguai e ao Uruguai. A estratégia de integração entre os modais busca ampliar o uso da cabotagem também em cargas que tradicionalmente percorrem longas distâncias exclusivamente pelas rodovias.
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