A FedEx ampliou sua operação de transporte rodoviário internacional na América do Sul com a inclusão do Paraguai na South America Road Network (SARN), rede terrestre que conecta o Brasil aos principais mercados da região. Com a expansão, a companhia passa a atender os mercados paraguaio, argentino, chileno e uruguaio por meio de uma operação integrada à sua malha logística no País.
A estratégia se vale da intensa recuperação apresentada pelo comércio regional. Levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), com base em dados da Comex Stat, mostra que as exportações brasileiras realizadas por rodovia para países da América do Sul somaram US$ 22,6 bilhões em 2025, o maior valor registrado desde 2015.
Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento das trocas de produtos industrializados e de maior valor agregado, como autopeças, máquinas, equipamentos, produtos químicos e bens de consumo, mercadorias que tradicionalmente utilizam o transporte rodoviário pela combinação entre frequência, flexibilidade e menor tempo de trânsito.
Integração regional ganha força
Segundo Glaucia Megna, diretora de Vendas para o Serviço Internacional da FedEx no Brasil, a nova rota deve ampliar a conectividade logística da empresa na América do Sul. “A nova rota faz parte da nossa estratégia de ampliar a conectividade entre os países da América do Sul. Além disso, o SARN possui forte sinergia com o nosso serviço expresso internacional, atuando como uma opção complementar para clientes que buscam alternativas mais econômicas para envios destinados aos países do bloco”, afirmou a executiva.
A operação utiliza hubs da FedEx instalados em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O serviço contempla transporte porta a porta, saídas regulares e monitoramento em tempo real dos veículos.
A estrutura dedicada à operação reúne mais de 120 funcionários e uma frota de 200 veículos, entre cavalos mecânicos e semirreboques habilitados para o transporte internacional. Os tempos de trânsito variam de quatro a 17 dias, conforme a origem e o destino da carga, sem considerar o prazo necessário para o desembaraço aduaneiro.
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