A Ferrovia Transnordestina deu mais um passo para consolidar sua ligação com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. A concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) iniciou as obras do terminal logístico que conectará a ferrovia ao Terminal de Uso Privado (TUP) da Nordeste Logística (NELOG), empresa do grupo Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
O empreendimento faz parte do projeto de conclusão da ferrovia, que recebeu R$ 4,4 bilhões em recursos viabilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). O novo ramal terá 8,3 quilômetros de extensão, atravessando os municípios cearenses de Caucaia e São Gonçalo do Amarante.
Quando estiver em plena operação, o TUP NELOG terá capacidade para movimentar até 30 milhões de toneladas por ano de cargas como grãos, minérios, fertilizantes e contêineres, consolidando o Pecém como uma das principais portas de saída da produção agrícola e mineral do interior nordestino e da região do Matopiba.
Corredor de exportação
Segundo Eduardo Tavares, secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, o terminal permitirá tanto o escoamento de produtos agrícolas e minerais quanto a chegada de insumos destinados às cadeias produtivas da região.
“Esse terminal logístico vai viabilizar o escoamento marítimo de cargas e a internalização de insumos. Vamos levar cargas do interior, do semiárido, a produção de minérios, grãos, leite e todo esse potencial da região do Matopiba e, por outro lado, viabilizar o ingresso de insumos, fertilizantes e equipamentos”, afirma.
A primeira fase das obras do terminal deve gerar cerca de mil empregos diretos e contempla a construção de uma ponte para descarga de minério, um viaduto ferroviário e uma moega para recebimento de grãos.
Conclusão prevista para 2027
O trecho da Fase I da Transnordestina, que liga Paes Landim (PI) ao Porto do Pecém (CE), alcançou 82% de execução física. A previsão é de que as obras sejam concluídas no fim de 2027.
Enquanto a infraestrutura avança, a ferrovia já opera em fase de testes. Desde dezembro de 2025, trens circulam transportando cargas de milho e sorgo, antecipando a utilização do corredor logístico que deverá reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade das exportações da região.
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