Roubo de cargas cai 33,6% em São Paulo no início do ano

Levantamento do Setcesp aponta redução das ocorrências entre janeiro e abril, mas setor mantém alerta para o período de férias

Redação

O número de roubos de cargas no estado de São Paulo caiu 33,6% no primeiro quadrimestre de 2026, segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Entre janeiro e abril deste ano, foram registradas 867 ocorrências, ante 1.305 casos no mesmo período de 2025. A queda foi observada em todos os meses analisados. Em abril, os registros recuaram de 334 para 211 ocorrências (-36,8%). Em março, passaram de 302 para 206 casos (-31,7%). Fevereiro registrou redução de 319 para 199 ocorrências (-37,6%), enquanto janeiro caiu de 350 para 251 casos (-27,4%).

Apesar da melhora dos indicadores, o presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, avalia que o problema continua gerando impactos relevantes para a cadeia logística. Segundo ele, o roubo de cargas ainda representa um fator de pressão sobre os custos operacionais do transporte e, consequentemente, sobre os preços dos produtos ao consumidor.

O dirigente destaca que o transporte rodoviário, responsável pela maior parte da movimentação de mercadorias no país, permanece vulnerável à ação de quadrilhas especializadas. Com a aproximação do período de férias, tradicionalmente marcado pelo aumento do fluxo de cargas nas rodovias, o setor reforça a necessidade de medidas preventivas.

Entre as recomendações estão o planejamento detalhado das rotas, a definição prévia de pontos seguros para abastecimento e descanso, a manutenção da comunicação com centrais de monitoramento e a restrição de paradas a locais conhecidos e monitorados.

O sindicato também orienta transportadoras e motoristas a evitarem a divulgação de informações sobre cargas, destinos e itinerários, além de redobrarem a atenção a abordagens suspeitas durante as viagens.

Para a entidade, a redução dos índices reflete avanços nas ações de segurança e na cooperação entre empresas e órgãos públicos, mas a continuidade dos investimentos em tecnologia, monitoramento e inteligência é considerada fundamental para manter a tendência de queda das ocorrências.

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