Frete por quilômetro rodado recua 0,81% em maio com queda do diesel

Levantamento da Edenred Mobilidade aponta que o valor médio do frete caiu para R$ 8,59 por quilômetro, refletindo principalmente o alívio nos custos com combustível

Redação

O preço médio do frete por quilômetro rodado registrou leve queda de 0,81% em maio, passando de R$ 8,66 em abril para R$ 8,59 no mês passado, segundo dados do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base nas operações administradas pela plataforma Repom.

De acordo com a empresa, o recuo reflete principalmente o arrefecimento dos preços do diesel, um dos principais componentes do custo operacional do transporte rodoviário de cargas. Em maio, o diesel S-10 teve queda de 3,81%, encerrando o período com preço médio de R$ 7,32 por litro, enquanto o diesel comum recuou 4,42%, para R$ 7,13 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

Apesar da redução dos custos com combustível, o cenário para o transporte de cargas segue marcado por diferentes vetores de demanda. O agronegócio continua sustentando a atividade logística, impulsionado pelo desempenho das exportações. Em maio, o setor respondeu por mais da metade das exportações brasileiras, com embarques que somaram US$ 16 bilhões.

Indústria em desaceleração

Por outro lado, a indústria começa a apresentar sinais de desaceleração. O Índice de Gerentes de Compras (PMI), calculado pela S&P Global, recuou de 52,6 pontos em abril para 49,1 pontos em maio, indicando contração da atividade manufatureira e redução das novas encomendas.

Além do ambiente econômico, o setor também acompanha mudanças regulatórias. Entre elas está a entrada em vigor das novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que ampliam a obrigatoriedade de emissão do documento e fortalecem os mecanismos de fiscalização do Piso Mínimo de Frete estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“A leve redução do frete em maio reflete diretamente a acomodação dos preços do diesel. No entanto, o comportamento da demanda será o principal fator para a definição dos rumos do mercado nos próximos meses. De um lado, temos um agronegócio forte; de outro, a indústria dá sinais de retração, enquanto o setor logístico precisa absorver os efeitos das novas exigências relacionadas ao CIOT”, afirma Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.

O IFR é calculado com base em cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Mobilidade. O indicador acompanha a evolução dos preços praticados no transporte rodoviário de cargas em todo o país.

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