A Azul ampliou sua estratégia de gestão energética ao incluir mais duas unidades no Mercado Livre de Energia (MLE) e incorporar outras 15 ao modelo de geração distribuída por assinatura. A iniciativa faz parte do esforço da companhia para reduzir custos operacionais, aumentar a previsibilidade das despesas e avançar em suas metas de eficiência energética.
Com a expansão do projeto, a companhia aérea passa a contar com quatro unidades atendidas no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e outras 15 no modelo de geração distribuída (GD). A operação é realizada em parceria com a Prime Energy, comercializadora de energia responsável pelas soluções da Shell Energy para consumidores empresariais no Brasil.
Segundo as empresas, a ampliação da parceria deve elevar a economia acumulada do projeto para próximo de R$ 5 milhões. As duas unidades inicialmente migradas para o Mercado Livre de Energia, ambas em Campinas (SP), já geraram uma redução de custos estimada em R$ 3 milhões ao longo dos últimos 36 meses.
Expansão regional
A parceria teve início em 2023 e agora passa a incluir duas novas unidades da Azul em Belo Horizonte (MG), que ingressaram no Mercado Livre de Energia em março deste ano. Além disso, outras 15 unidades localizadas na Bahia, Paraná, Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso e interior de São Paulo passarão a ser atendidas por meio do modelo de energia por assinatura.
Com as quatro unidades inseridas no Ambiente de Contratação Livre, o volume total da operação alcança aproximadamente 500 MWh.
Tendência
Empresas com operações distribuídas geograficamente têm buscado alternativas para reduzir a exposição às tarifas reguladas de energia e aumentar o controle sobre seus custos operacionais. Para Ana Lia Ferrero, CEO da Prime Energy, a combinação entre mercado livre de energia e geração distribuída permite adequar a estratégia energética às características de cada operação.
“A ampliação dessa parceria com a Azul reforça como diferentes soluções do setor elétrico podem ser combinadas de forma estratégica para atender operações complexas, com presença em diferentes regiões do país. Ao reunir Mercado Livre de Energia e energia por assinatura, conseguimos apoiar a companhia em uma jornada de maior eficiência, previsibilidade e competitividade”, afirma a executiva.
No modelo de geração distribuída por assinatura, a expectativa é que as novas unidades da Azul obtenham uma redução anual de custos entre R$ 95 mil e R$ 117 mil.
Além do impacto financeiro, iniciativas ligadas ao mercado livre de energia e à geração distribuída também integram estratégias de sustentabilidade corporativa, ao ampliar o acesso a fontes renováveis e contribuir para a redução da pegada ambiental das operações terrestres.
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