A trajetória da empresa para se tornar a primeira transportadora carbono negativo do mundo

Sérgio Gabardo, CEO da Transportes Gabardo, compartilha sua visão sobre inovação, sustentabilidade e os desafios da gestão de pessoas no transporte rodoviário de cargas

Redação

Neste episódio do videocast Transporte Moderno temos uma entrevista detalhada com Sérgio Gabardo, CEO da Transportes Gabardo, focada em inovação sustentável, resiliência empresarial e uma filosofia de gestão humanizada.

O ponto central da conversa é a trajetória da empresa para se tornar a primeira transportadora carbono negativo do mundo, além dos desafios superados após a perda de grande parte de sua frota em desastres climáticos. Acompanhe:

Certificação Carbono Negativo: Gabardo explica que a empresa não apenas neutraliza suas emissões, mas “sobra oxigênio” em suas operações. Isso é alcançado através de energia fotovoltaica, reciclagem de água, controle rigoroso de fumaça e extensas lavouras de seringueiras, eucaliptos e nozes pecã.

Sustentabilidade como Diferencial de Mercado: A certificação ambiental tornou-se uma ferramenta poderosa em processos de licitação (bids), facilitando parcerias com grandes montadoras que precisam descarbonizar sua cadeia logística.

Saúde e Bem-estar do Colaborador: A empresa foi pioneira na norma de segurança viária e oferece escola interna, aulas de ginástica, pilates e monitoramento de saúde (pressão e glicose) para os motoristas. Tais ações renderam à transportadora uma condecoração inédita do Conselho de Medicina.

Filosofia de Gestão “Sem Sucesso sem Suor”: O executivo defende que o sucesso exige esforço e presença do líder . Ele destaca a importância da transparência e da proximidade com a equipe, mencionando que almoça no mesmo refeitório e usa as mesmas instalações que seus colaboradores.

Críticas à Lei do Descanso: Gabardo critica a legislação atual e a atuação do Ministério do Trabalho, argumentando que obrigar o motorista a parar por 11 horas em locais sem infraestrutura ou segurança é um “castigo” que gera insatisfação e riscos.

Resiliência e Superação da Enchente de 2024: Um dos momentos mais marcantes é o relato da perda de 257 caminhões submersos no Rio Grande do Sul. Gabardo compartilha sua força para recomeçar, traçando um paralelo com a perda de seu filho anos atrás, reforçando que bens materiais podem ser reconquistados, mas vidas não.

Parcerias de Crise: O executivo elogia o apoio da Volvo, que enviou equipes para recuperar caminhões ainda sob a água e ofereceu condições de parceria fundamentais para a retomada da empresa.

Gestão de Custos e Eficiência: Ele justifica o uso de caminhões Volkswagen em sua frota devido ao cálculo de carga útil (payload), afirmando que esses veículos transportam mais de uma tonelada a mais que concorrentes, priorizando o lucro e a necessidade do cliente sobre o status da marca.

Perspectivas para 2026: Gabardo prevê um cenário difícil devido à crise no agronegócio (alicerce da economia) e aconselha os transportadores a focarem na economia de custos (diesel, pneus) e na comunicação direta, trocando mensagens de celular por conversas presenciais com clientes e colaboradores.

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