A Motiva ampliou o uso de energia solar em suas concessões rodoviárias ao fechar um contrato de geração distribuída com a FIT Energia para abastecimento de operações em São Paulo e Paraná.
O acordo envolve praças de pedágio, bases operacionais, iluminação rodoviária, sistemas de monitoramento e parte da estrutura administrativa de concessões como o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Via Dutra e rodovias paranaenses operadas pela companhia.
O movimento acompanha o avanço da transição energética entre concessionárias de infraestrutura, que vêm buscando reduzir custos operacionais e emissões de carbono em operações de alto consumo elétrico.
Segundo a Motiva, o projeto prevê fornecimento inicial de 2.636 MWh anuais em créditos de energia para 293 unidades consumidoras, com possibilidade de expansão conforme o crescimento da demanda das concessões.
A companhia estima redução de cerca de 22% nas despesas com energia elétrica das operações contempladas pelo contrato.
Energia renovável ganha espaço nas concessões
O uso de geração distribuída solar vem avançando em rodovias, aeroportos e sistemas metroferroviários diante da necessidade de reduzir despesas operacionais e atender metas ambientais assumidas pelas concessionárias.
Nos últimos anos, empresas do setor passaram a ampliar investimentos em mercado livre de energia, autoprodução e contratos vinculados a fontes renováveis.
Segundo Raquel Cardoso, vice-presidente de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade da Motiva, a companhia busca manter o abastecimento de seus ativos integralmente ligado a fontes renováveis. “Operar os nossos ativos com 100% de energia renovável é um dos pilares da nossa estratégia de transição energética”, afirmou.
A energia utilizada no contrato será gerada por usinas fotovoltaicas localizadas em municípios de São Paulo e Paraná, incluindo Bebedouro, Limeira, Sorocaba, Campo Mourão e Capanema.
Rodovias ampliam projetos de descarbonização
Além das operações rodoviárias, a Motiva também vem ampliando projetos ligados à descarbonização de ativos metroferroviários.
No fim de 2024, a companhia passou a participar de usinas eólicas no Piauí para abastecimento de linhas operadas em São Paulo, incluindo as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô e as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da ViaMobilidade.
A empresa também vem expandindo projetos de eletrificação de frota operacional e uso de combustíveis de menor emissão em veículos de atendimento rodoviário.
Segundo a companhia, as iniciativas permitiram reduzir em 61% as emissões diretas e indiretas ligadas ao consumo de energia entre 2019 e 2025, antecipando metas ambientais previstas inicialmente para 2033.
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