O setor de logística abriu 173.122 vagas de emprego entre janeiro e abril de 2026 no Brasil, segundo levantamento do Banco Nacional de Empregos. Os dados reforçam o avanço da atividade logística no país em meio à expansão do comércio eletrônico, aumento do transporte de cargas e crescimento do número de empresas do segmento.
De acordo com o balanço, o interesse pelas vagas também disparou. A plataforma registrou 3,76 milhões de buscas por funções ligadas à logística no período, enquanto o número de candidaturas superou 753 mil registros.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão da cadeia logística brasileira. Projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico apontam que o e-commerce deve movimentar R$ 258 bilhões em 2026, pressionando a demanda por profissionais ligados a transporte, armazenagem, distribuição e operações de última milha.
Além disso, levantamento da plataforma EmpresAqui mostra a abertura de 168 mil novas empresas de logística neste ano, elevando para mais de 1,5 milhão o total de CNPJs ativos no setor no país.
As vagas abrangem desde funções operacionais em centros de distribuição e armazéns até cargos especializados em roteirização, gestão de frotas, tecnologia logística e operações de last mile. O avanço das entregas rápidas e da digitalização das cadeias de suprimento também vem ampliando a procura por profissionais com experiência em monitoramento, dados e gestão operacional.
Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), o volume de cargas transportadas no Brasil cresceu 25% na última década, aumentando a pressão sobre infraestrutura, transportadoras e mão de obra qualificada.
Para José Tortato, COO do BNE, o elevado número de pesquisas mostra que os trabalhadores acompanham de perto as transformações do setor e as novas exigências das empresas. O executivo afirma que a relação entre oferta e procura indica concorrência moderada, com média de 4,3 candidatos por vaga.
O levantamento também reforça o peso econômico da logística no Brasil. Segundo estudos do setor, os custos logísticos representam cerca de 15,5% do PIB brasileiro, percentual acima de mercados mais maduros, o que mantém o segmento no centro das discussões sobre competitividade, infraestrutura e eficiência operacional.
Com mais de 135 mil empresas cadastradas, o BNE monitora tendências de contratação em diferentes setores da economia e vem observando aumento contínuo da demanda por profissionais ligados ao transporte rodoviário, armazenagem e supply chain.
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