A MAT, fabricante global de cilindros de alta pressão para armazenamento e transporte de gases, está ampliando investimentos em infraestrutura de abastecimento para caminhões e ônibus movidos a gás e biometano no Brasil.
A companhia, que atua no fornecimento de tecnologias para veículos a gás e soluções de compressão e abastecimento, aposta no avanço das unidades corporativas de abastecimento para reduzir a dependência das transportadoras de postos públicos, considerados hoje um dos principais gargalos da expansão das frotas pesadas a gás.
Segundo a empresa, foram entregues recentemente cinco sistemas de compressão para produtores de biometano que abastecem operações de transporte pesado. A estratégia é permitir que grandes frotistas realizem abastecimento próprio dentro das operações logísticas, reduzindo filas, deslocamentos e tempo de parada dos veículos.
O movimento ocorre em meio ao crescimento acelerado dos caminhões e ônibus movidos a gás no país. Dados da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Femabrave) mostram que os emplacamentos de veículos pesados a gás cresceram 100,7% no primeiro semestre de 2025, somando 584 unidades vendidas.
No mesmo período, o mercado de caminhões elétricos registrou retração de 28,7%, pressionado pelos custos elevados e pela limitação da infraestrutura de recarga.
Para Luis Fernando Assaf, presidente da MAT, a infraestrutura de abastecimento ainda representa um entrave operacional para a expansão das frotas pesadas a gás no Brasil. Segundo ele, muitos postos convencionais foram projetados para veículos leves e não conseguem atender adequadamente caminhões e carretas.
A empresa avalia que o biometano tende a ganhar protagonismo na descarbonização do transporte rodoviário, principalmente em operações de médias e longas distâncias ligadas ao agronegócio, papel e celulose e logística pesada.
As projeções do setor indicam que biocombustíveis como biodiesel, HVO e biometano podem responder por cerca de 30% da matriz energética dos veículos pesados até 2040.
Como parte dessa estratégia, a MAT afirma que vem reforçando investimentos em engenharia e em parcerias para manutenção dos equipamentos instalados no país. A meta é acelerar a criação de infraestrutura dedicada para abastecimento corporativo e ampliar o acesso ao biometano em escala industrial.
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