Roubo de cargas recua 31% em São Paulo

Queda nas ocorrências reduz pressão sobre transportadoras, mas setor ainda vê impacto elevado nos custos logísticos

Redação

O número de roubos de cargas no estado de São Paulo caiu 31,7% em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região – Setecesp com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Foram registradas 206 ocorrências no mês, ante 302 casos em março de 2025.

A retração acompanha a tendência observada ao longo dos últimos anos. De acordo com o Panorama do Roubo de Cargas 2025, elaborado pelo sindicato a partir do sistema SP Carga, o estado contabilizou 3.470 ocorrências em 2025, volume 26,3% inferior ao registrado em 2024, quando houve 4.711 casos. Em 2023, o total havia superado 6 mil registros.

Custos pressionados

Apesar da redução, o setor de transporte ainda considera o problema um dos principais fatores de pressão sobre os custos operacionais da logística rodoviária. O impacto envolve aumento de despesas com seguros, gerenciamento de risco, rastreamento e escolta, além de reflexos sobre o valor do frete e o preço final dos produtos.

Segundo Marcelo Rodrigues, presidente do Setcesp, os números indicam avanço nas ações de combate ao crime, mas ainda estão distantes de um cenário considerado confortável para o setor.

“A queda nos índices mostra que o trabalho integrado entre setor privado e poder público começa a produzir resultados. No entanto, o roubo de cargas segue em patamar elevado e gera impactos diretos nos custos operacionais, nos seguros e, consequentemente, no preço pago pelo consumidor. É um problema que extrapola o transporte e afeta toda a economia”, afirma.

Reflexos na cadeia logística

O roubo de cargas é tratado por transportadoras e embarcadores como um dos principais entraves à eficiência logística no país. Regiões metropolitanas e corredores de grande circulação de mercadorias concentram a maior parte das ocorrências, especialmente em operações ligadas ao varejo, alimentos, eletroeletrônicos e medicamentos.

Além das perdas financeiras, o avanço da criminalidade nos últimos anos levou empresas a redesenharem rotas, restringirem horários de circulação e ampliarem investimentos em tecnologia de monitoramento e inteligência operacional.

Para o setor, a continuidade da redução dependerá da manutenção das operações integradas de segurança pública e do compartilhamento de informações entre transportadoras, seguradoras e autoridades.

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