Linha Santana amplia conexão do Pecém com a Ásia

Serviço da MSC movimentou mais de 103 mil TEUs em um ano e reforçou papel estratégico do porto cearense

Redação

A operação direta entre o Porto do Pecém e os principais mercados asiáticos completou um ano em meio ao avanço da movimentação conteinerizada no terminal cearense e ao crescimento da demanda por rotas mais rápidas entre o Nordeste e o Extremo Oriente.

Operada pela MSC Mediterranean Shipping Company, a Linha Santana movimentou mais de 103 mil TEUs nos primeiros 12 meses de operação. O volume representa cerca de 15% de toda a movimentação de contêineres do porto no período e consolidou o serviço entre as principais rotas do terminal cearense.

A criação da linha direta faz parte da estratégia do Complexo do Pecém de ampliar sua inserção nas rotas internacionais de longo curso e fortalecer a posição do terminal como plataforma logística para as regiões Norte e Nordeste.

Tempo de trânsito diminuiu até 30 dias

Antes da implantação da rota, cargas vindas da China com destino ao Ceará precisavam seguir por rotas mais longas, com escalas em portos do Sudeste e posterior redistribuição por cabotagem até o Nordeste.

Segundo Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém, a ligação direta reduziu significativamente o tempo de trânsito das mercadorias. “Antes da operação da rota direta, uma carga que saía da China com destino ao Ceará podia levar até 70 dias para chegar ao Estado. Hoje temos uma operação muito mais eficiente, previsível e competitiva”, afirma.

De acordo com o executivo, a redução no tempo de transporte chegou a aproximadamente 30 dias em determinadas operações.

A Linha Santana conecta o terminal cearense a portos da China, Coreia do Sul e Singapura, além de rotas na América Central e Caribe. Entre os principais produtos movimentados estão painéis solares, coque de petróleo, peças automotivas e cargas destinadas ao Polo Industrial de Manaus. Na exportação, destacam-se cargas de pedras ornamentais, óleos minerais e açaí.

Outro fator considerado estratégico pelo porto é o perfil de transbordo da operação. Segundo o Complexo do Pecém, cerca de 47% da movimentação da Linha Santana envolve redistribuição de cargas para outras regiões, reforçando o terminal como hub logístico regional.

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