ESG ganha espaço nas operações logísticas brasileiras

Movecta amplia metas ambientais, uso de IA e controle operacional em estratégia de crescimento até 2030

Redação

Critérios ambientais, rastreabilidade operacional e metas de redução de emissões começaram a ganhar peso nas operações logísticas brasileiras, impulsionados pela pressão de embarcadores, investidores e clientes globais.

Operadores do setor passaram a ampliar investimentos em eficiência energética, monitoramento operacional e controle de riscos como parte das exigências para contratos ligados à indústria, comércio exterior e grandes cadeias de distribuição.

Uma dessas empresas é a Movecta, que divulgou seu primeiro relatório ESG, documento que reúne indicadores ambientais, sociais e de governança da companhia em 2025 e mostra como temas antes concentrados na agenda institucional passaram a influenciar diretamente a operação logística.

A empresa afirma que pretende dobrar de tamanho até 2030, ampliando presença em segmentos de maior complexidade operacional e regulatória.

IA entra no controle das operações

Uma das iniciativas destacadas pela companhia envolve o uso de inteligência artificial para monitoramento das operações rodoviárias. Segundo a empresa, um projeto piloto implantado na unidade de Lages reduziu em 50% os comportamentos considerados de risco entre motoristas.

Ferramentas desse tipo vêm sendo adotadas por operadores logísticos para reduzir acidentes, consumo de combustível, custos operacionais e exposição a passivos ligados à segurança do transporte.

A companhia também implantou uma nova torre de controle operacional para ampliar o monitoramento em tempo real das operações.

Logística sustentável

Na área ambiental, a empresa afirma utilizar 97% de energia proveniente de fontes renováveis e informa ter reduzido em 47% o consumo de água em suas operações. A companhia também iniciou ações voltadas ao inventário de emissões e à descarbonização da frota.

O avanço dessas iniciativas acompanha uma mudança mais ampla no setor logístico. Grandes embarcadores passaram a exigir indicadores ambientais e maior rastreabilidade das operações em contratos de armazenagem, transporte e distribuição.

Além da redução de emissões, operadores ampliou investimentos em eficiência energética, digitalização, segurança operacional e compliance, temas que passaram a influenciar processos de contratação e acesso a financiamento.

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