Frete rodoviário sobe quase 17% em 12 meses

Safra, combustível caro e pressão logística elevam preços do transporte em corredores estratégicos do país

Redação

O custo do transporte rodoviário de cargas voltou a subir no Brasil em abril, pressionado principalmente pelo avanço da safra agrícola, maior disputa por caminhões em rotas de exportação e aumento dos custos operacionais das transportadoras.

O frete médio nacional chegou a R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado, alta de 6,93% sobre março e de 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O movimento foi identificado pelo Índice Frete.com de Preços (IFP), indicador calculado pela plataforma Frete.com com base em operações realizadas no mercado rodoviário de cargas.

Além do pico de movimentação da safra de grãos, transportadores continuam convivendo com aumento de despesas ligadas a combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota. O cenário internacional também segue adicionando volatilidade aos custos do setor, principalmente por causa das tensões geopolíticas que afetam petróleo, navegação e cadeias globais de suprimentos.

Na prática, o avanço do frete reflete uma combinação entre oferta mais restrita de veículos em algumas regiões e aumento da demanda por transporte em corredores agrícolas e portuários.

Pressão dos corredores de exportação

O Sudeste registrou o maior valor médio de frete do país em abril, com R$ 0,472 por tonelada/km rodado. A região concentra grande parte da atividade industrial e dos acessos aos principais portos brasileiros, especialmente Santos (SP).

Sul e Nordeste aparecem na sequência, com médias de R$ 0,417 e R$ 0,368, respectivamente. Centro-Oeste e Norte registraram os menores patamares do levantamento.

O comportamento do mercado reforça a pressão logística observada nas rotas ligadas ao agronegócio. Nos últimos meses, operadores vêm relatando maior disputa por capacidade em trajetos utilizados para escoamento de soja, milho, farelo e fertilizantes.

Segundo Charles Monteux, CRO da Frete.com, a demanda da safra continua influenciando diretamente a formação dos preços do transporte rodoviário. “A movimentação da safra agrícola continua exercendo pressão importante sobre a logística nacional, especialmente em rotas de longa distância e corredores estratégicos de exportação”, afirmou.

Baús registram maior valor médio

Entre os tipos de implementos monitorados pelo índice, os caminhões baú apresentaram o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

Já operações ligadas ao transporte de commodities agrícolas seguem entre as mais aquecidas do mercado. De acordo com o levantamento, fretes realizados por graneleiros e caçambas acumulam altas de 12,5% e 16,3%, respectivamente, no primeiro quadrimestre deste ano em comparação com igual período de 2025.

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